Começa amanhã em 30 cidades brasileiras mutirão contra a hepatite C

Como parte das comemorações pelo Dia Internacional das Hepatites, amanhã (18 de maio) e na segunda-feira (19 de maio), será realizado em Brasília e mais 29 cidades brasileiras, um mutirão contra a hepatite C.

De acordo com a assessoria de imprensa da farmacêutica Roche, organizadora do evento em parceria com centros de saúde, o evento visa conscientizar a população sobre os perigos da doença.

Segundo o infectologista do Programa de Hepatites Virais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Davi Urbaez, a infecção pelo vírus da hepatite C é uma bomba relógio na saúde pública brasileira.

“A hepatite é uma infecção silenciosa [raramente apresenta sintomas]. Existe uma grande quantidade de portadores que não têm conhecimento da doença e só percebem quando chegam a complicações graves”, alerta o médico.

Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que cerca de 180 milhões de pessoas em todo mundo estão infectadas pelo vírus da hepatite B e C.

No Brasil, cerca de cinco milhões de pessoas podem estar contaminadas pelo vírus. “Em termos de números de pessoas, o vírus da hepatite ganha do vírus da Aids de lavada”, disse Urbaez.

Em Brasília os exames rápidos para diagnostico da hepatite C serão realizados na Feira da Ceilândia e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Rodoviária do Plano Piloto.

A resposta da analise é imediata, e se caso a pessoa apresentar resultado positivo, será encaminhada automaticamente para atendimento médico.

O projeto de conscientização sobre a doença já existe no todo o mundo, e este ano mais de 40 países participam do mutirão.

Bulário Eletrônico da ANVISA: Informações sobre medicamentos.

O Bulário Eletrônico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, foi concebido para ser um banco de dados acessível via internet onde tanto profissionais de saúde quanto a população em geral, inclusive portadores de deficiência visual, possam acessar as informações contidas nos textos de bula dos medicamentos registrados e comercializados no Brasil.

Visando o uso e a prescrição racional de medicamentos, o portal traz ainda matérias sobre educação em saúde, notícias relacionadas a atualização das bulas, a legislação em vigor sobre o assunto, perguntas frequentes e também outros endereços eletrônicos de interesse na área de saúde.

Fonte: ANVISA

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Saiba um pouco mais sobre a vacina contra a gripe

A vacina
A vacina contra a gripe é produzida com base nas três cepas (subtipo de vírus) de maior circulação no Hemisfério Sul. Essa combinação eleva a capacidade de proteção da vacina. A vacina leva duas semanas para produzir efeito e deve ser tomada todos os anos. Os vírus presentes na vacina estão mortos e não podem se reproduzir e provocar a doença. Isto significa que a vacina não causa gripe.

Só não podem ser vacinados aqueles que têm um quadro raríssimo de alergia comprovada à proteína do ovo, uma vez que a dose é produzida em embriões de galinha.

A doença
A gripe é considerada uma das doenças infecciosas que mais preocupam as autoridades sanitárias no Brasil e no mundo. No último século, ocorreram três pandemias (epidemia em escala mundial) responsáveis por mais de 50 milhões de mortes, problemas sociais e perdas econômicas: a Gripe Espanhola (1918), a Gripe Asiática (1957) e a Gripe de Hong Kong (1968). Especialistas acreditam que uma nova pandemia poderá acontecer nos próximos anos, provocando milhões de casos da doença. A característica mutável do vírus influenza, causador da gripe, reforça esta hipótese.

A forma e a gravidade da gripe variam muito. Seus principais sintomas são febre, calafrios e mal estar generalizado, freqüentes nos primeiros dias. A rinite e a faringite também podem ocorrer. Quando os sintomas iniciais diminuem, aparecem problemas respiratórios, como dor de garganta, tosse seca, coriza e congestão nasal.

Neste ano, a campanha de vacinação contra a gripe para o idoso começa em 26 de abril e se estenderá até o dia 9 de maio, em todo o Brasil.

Fonte: Ministério da Saúde.

campanha de vacinação do idoso 2008

Campanha de Vacinação do Idoso 2008

O sucesso das edições anteriores da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso determinou uma mudança importante na meta de idosos a serem vacinados em 2008. Ministério da Saúde, governos estaduais, municipais e do Distrito Federal definiram que, neste ano, 80% das pessoas com 60 anos ou mais devem ser vacinadas. O número é 10 pontos percentuais maior que os 70% estabelecidos todos os anos. Isso significa que pelo menos 14,5 milhões de idosos serão vacinados contra a gripe este ano.

O aumento no percentual de cobertura de 70% para 80% se deve à grande adesão da população idosa brasileira à campanha. Em 2007, a vacinação atingiu 86,61% da população alvo. Neste ano, a campanha de vacinação começa em 26 de abril e se estenderá até o dia 9 de maio, em todo o Brasil.

Em sua décima edição, a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso traz o slogan “Não deixe a gripe derrubar você. Vacine-se”. Os objetivos da vacinação são reduzir os casos de gripe, as complicações decorrentes dessa doença e os óbitos entre os idosos.

Estudos nacionais e internacionais mostram que a vacina contra influenza reduz mais de 50% das doenças relacionadas à gripe nos idosos vacinados e, no mínimo, 32% das hospitalizações por pneumonias. Além disso, estudos apontam que há queda de pelos menos 31% das mortes hospitalares por pneumonia e influenza (gripe) e de cerca de 50% das mortes hospitalares relacionadas às doenças respiratórias. Quanto aos óbitos entre idosos, por diversas causas, o percentual de queda varia entre 27% e 30%.

Para garantir a vacinação da população idosa do Brasil, o governo federal investiu R$ 150 milhões na realização dessa campanha, dos quais R$ 127 milhões aplicados na aquisição dos imunobiológicos, R$ 17 milhões transferidos para estados e municípios e R$ 5 milhões para apoiar a operacionalização da ação.

Fonte: Ministério da Saúde.

Campanha de vacinação do idoso 2008

Orientação ao Viajante: Confira aqui as dicas da ANVISA para você ter uma viagem tranquila e saudável!

A Área de Orientação e Controle Sanitário de Viajantes tem como uma de suas responsabilidades estabelecer medidas para diminuir os riscos de um viajante vir a adquirir qualquer doença ou agravo de importância em saúde pública durante a viagem. Por sua vez, as empresas de transportes de passageiros devem cumprir a legislação, orientar e exigir que os viajantes apresentem os documentos necessários, além de adotar as medidas preconizadas pela autoridade sanitária frente a eventos de interesse à saúde pública. Da mesma forma, os viajantes devem prestar informações necessárias e apoiar as medidas estabelecidas. Ou seja, todos devem unir esforços para proteger a saúde da população.

A principal medida utilizada para tanto é a informação direcionada para cuidados com a saúde, que visam à prevenção ou diminuição do risco de exposição a uma doença ou agravo.

Confira medidas importantes a serem adotadas antes, durante e depois da viagem:

Antes de Viajar
Durante a Viagem
Depois da Viagem
Informações sobre doenças e agravos de interesse de saúde pública internacional

Fonte: ANVISA

Estresse: Aprenda a reconhecê-lo para administrá-lo!

Atualmente o estresse é a condição mental mais comumente observada na prática médica, seja em ambulatórios, hospitais ou na medicina do trabalho.
O estresse sempre fez parte da existência humana, sendo necessário ao nosso organismo para adaptar-se e reagir a mudanças, dando possibilidades para tomadas de atitudes em busca de melhorias para si e para o próprio ambiente.
Mas nem sempre o estresse é algo benigno. Passa a ser nocivo quando é mal administrado, quando se torna duradouro ou quando supera a capacidade de adaptação e reação do indivíduo.

O que é estresse?
Estresse não é um diagnóstico, doença, ou síndrome. Estresse é um conjunto de sintomas emocionais ou físicos, não específicos, que podem estar associados ou não a uma doença ou síndrome. A associação do estresse com uma determinada doença irá depender da vulnerabilidade individual; da intensidade, natureza e duração do estresse, além da capacidade do indivíduo em se adaptar ou modificar os recursos disponíveis em seu ambiente.

O que é um fator estressor?
Fator estressor é qualquer evento, acontecimento ou circunstância que exerça influência física, emocional ou mental em um indivíduo. Geralmente os fatores estressores estão relacionados ao convívio social e familiar, ambiente de trabalho, meio ambiente, condição de saúde e situação sócio-econômica do indivíduo, dente outros.

Quais são os sintomas do estresse?
Como já dito, os sintomas são inespecíficos. Podem ser de fundo psicológico como irritabilidade, redução da concentração e memória, insônia, isolamento, desânimo, apatia e emotividade acentuada. Já os sintomas de origem física estão relacionados ao cansaço, fadiga, dores pelo corpo, dores de cabeça, palpitações, quedas de cabelo, dentre outros.

Quais são as conseqüências do estresse?
Para algumas pessoas, o estresse pode causar doenças ou contribuir para uma deterioração da saúde física ou mental. Embora os estudos científicos não tenham chegado a um consenso definitivo, o estresse pode contribuir para o desenvolvimento de graves doenças como o derrame cerebral, infarto do coração, úlceras gástricas e até mesmo a síndrome do intestino irritável. Tudo irá depender da vulnerabilidade de cada indivíduo frente às situações de estresse.
Do ponto de vista psicológico, o estresse pode estar relacionado ao desenvolvimento de transtornos de ansiedade, síndrome do pânico e depressão.

Como tratar o estresse:
Existem diversas maneiras de tratar, aliviar ou administrar o estresse. Dentre as principais, podemos citar:
– Terapias cognitivas e comportamentais: trata-se de um trabalho feito por psicólogos que visa orientar o indivíduo sobre a melhor maneira de administrar o estresse e os fatores estressores, administrar conflitos e resolver problemas.
– Técnicas de relaxamento, como a meditação, por exemplo.
– Prática de atividades físicas regulares.
– Ter uma alimentação saudável.
– Oficinas de estresse para o ambiente de trabalho.
– Em alguns casos, por determinado período, o uso de medicamentos pode ser necessário. Nestes casos, o médico sempre deve ser procurado.

Conclusão:
Combater o estresse não é uma tarefa fácil. Muitas vezes iremos precisar da ajuda de familiares, amigos e colegas de trabalho, principalmente quando a resolução de um fator estressor depende do envolvimento de várias pessoas. Diante disto, a melhor forma de lidarmos com tais situações de estresse é adotarmos hábitos de vida saudáveis com uma boa dieta e a prática atividades físicas regulares, de forma a preparar melhor nosso organismo para os desafios do dia-a-dia.

“A coexistência nos foi imposta, mas a convivência deve ser trabalhada.”
Dr. Júlio Sanderson.

Edição e Texto:
Dr. Henrique Braga.

Referências:

Stress-related conditions. Elk Grove Village (IL): American College of Occupational and Environmental Medicine (ACOEM); 2004. 27 p.

Work Loss Data Institute; 2007 Apr 12. 153 p.

Os riscos do trabalho noturno em uma sociedade que funciona 24 horas

Trabalho noturno

A sociedade está cada vez mais acostumada aos serviços que funcionam 24 horas. Hoje pode-se ir ao supermercado, à farmácia ou ao posto de gasolina a qualquer momento. Para atender a essa demanda há um grande número de pessoas que trabalham fora dos horários tradicionais. Esses profissionais estão mais propensos a manifestar fadiga crônica, distúrbios digestivos, cardiovasculares e problemas no convívio social.

O sono é a principal queixa dos trabalhadores noturnos. Durante o dia, o barulho, a claridade e movimentação de pessoas em casa prejudicam o sono, tornando-o menos reparador. A privação do sono provoca fadiga crônica e queda no desempenho, o que contribui para o “erro humano” e os acidentes de trabalho. O risco de ocorrerem acidentes no trabalho noturno é três vezes maior, quando comparado ao trabalho diurno, segundo a pesquisadora Lúcia Rotenberg, do Departamento de Biologia da Fiocruz, que acaba de lançar o livro Trabalho em turnos e noturnos na sociedade 24 horas pela Editora Atheneu, juntamente com as professoras Frida Fischer e Cláudia Moreno.
Ritmo biológico

Outra dificuldade é que o corpo humano tem ritmos biológicos, que o preparam para a vigília de dia. “Antes de acordarmos, o corpo secreta um hormônio chamado cortisol, que nos prepara para reagir e desempenhar as atividades. Esse ritmo praticamente não muda, mesmo quando a pessoa fica acordada à noite, prejudicando o sono diurno”, diz Lúcia.

Em relação à alimentação, estudos mostram que o trabalhador noturno tem maior habito de ingerir alimentos pré-cozidos e congelados e também “beliscar” . Além disso, algumas empresas que oferecem refeições não se preocupam em preparar um cardápio especial para o trabalhador noturno, incluindo até feijoada para essa população.

“São freqüentes as queixas de trabalhadores noturnos em relação à azia, dores abdominais, constipação e flatulência. Esses sintomas podem se agravar e chegar a uma gastrite crônica ou úlcera. Isso porque nosso sistema digestivo está preparado para trabalhar melhor durante o dia”, explica.

A ingestão de bebidas cafeinadas, o consumo de álcool e o hábito de fumar também são mais comuns entre os trabalhadores noturnos. Isso pode favorecer para o aparecimento de doenças cardiovasculares e coronarianas.
Relação social e recomendações

Trabalhadores noturnos se divorciam mais dos que aqueles que têm jornada diurna. A dificuldade de conciliar seus horários com os da família, a necessidade de dormir de dia e a maior irritabilidade provocada pelo sono são alguns dos motivos. Esses profissionais têm problemas para desfrutar do lazer com a família e amigos e participar de atividades como cursos e ginástica, em função dos horários “desencontrados”.

Para evitar os problemas, médicos e pesquisadores aconselham o trabalhador que se queixa do sono a manter horários de dormir mais regulares. Também é importante que a empresa permita pequenos cochilos durante o horário de trabalho, quando possível. Quanto à dieta, deve-se planejar melhor o horário das refeições e a qualidade dos alimentos; problemas cardíacos podem ser evitados com a melhor qualidade de vida, relaxamento, prática de atividade física e maior exposição à luz natural.

Fonte: Agência Fiocruz

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