Usuários do Prexige serão reembolsados

Os usuários do remédio Prexige de 100mg e 400mg poderão obter seu dinheiro de volta a partir de hoje.

Inicialmente o laboratório Novartis, responsável pelo remédio Prexige, havia prometido reembolsar apenas os pacientes que usaram a versão de 100mg do medicamento, mas recentemente ele informou que os usuários da versão de 400mg também poderão ter seu dinheiro de volta.

Quem possuir a caixa de uma das duas variantes do medicamento com pelo menos um comprimido intacto na cartela poderá receber seu dinheiro de volta em qualquer farmácia. É importante lembrar que a apresentação da nota fiscal não é obrigatória.

Os estabelecimentos que forem flagrados vendendo o medicamento estão sujeitos a pagar multa. Quem está fazendo a fiscalização em todas as farmácias do país é a Fundação de proteção e defesa do consumidor (Procon).

A Fundação pede que qualquer pessoa que veja alguma farmácia comercializando o medicamento entre em contato imediatamente com o Procon responsável pela cidade em que vive.

Segundo a Anvisa, o cancelamento do registro do Prexige aconteceu devido aos vários casos de pacientes que foram tratados com esse medicamento e tiveram reações adversas a ele.

Os problemas de saúde relacionados ao uso da medicação foram principalmente gastrointestinais e no fígado. Por isso é de fundamental importância que todas as pessoas que já usaram o Prexige procurem orientação médica.

Fonte: Banco de Saúde

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Anvisa proíbe a venda do medicamento Prexige

O anti-inflamatório Prexige, usado para tratamento de osteoartrite e cólica menstrual, foi proibido no Brasil.

A Anvisa decidiu que a partir de amanhã está vedada a comercialização do antiinflamatório Prexige (Lumiracoxibe) de 100 mg, e está suspensa por 90 dias a venda do Prexige de 400 mg. Acredita-se que o remédio cause reações adversas como problemas gastrointestinais, alergias e danos nas funções hepáticas do paciente.

O Prexige já foi vendido em 35 países, mas hoje apenas 6 comercializam a medicação. Desde 2005 ele se encontra nas farmácias brasileiras, mas apenas em agosto de 2007, quando a agência reguladora da Austrália – Therapeutic Goods Administration (TGA) – cancelou o registro do remédio no país, que a Anvisa começou a monitorar as ocorrências de reações adversas ligadas ao consumo da droga.

Considerando que o maior uso da medicação no Brasil é o do Prexige de 400 mg e que na Austrália é o Prexige de 200 mg, a Anvisa decidiu acompanhar  a droga para avaliar se o risco-benefício era ou não favorável ao paciente. Ao constatar o aumento no número de reações hepáticas relacionadas ao uso da medicação, a Agência decidiu cancelar o registro do remédio.

Hoje existem 34 pessoas que estão em estado grave devido ao uso do Prexige. As notificações de reações ligadas à droga, de julho de 2005 a abril de 2008, são de 3585 casos, 1013 deles são considerados graves e 1265 foram registrados no Brasil.

Recomenda-se que as pessoas que consumiam o Prexige ou aqueles que já utilizaram o remédio consultem seus médicos.

O laboratório Novartis, responsável pela droga, terá que provar à Anvisa que está recolhendo o remédio do mercado. Nenhum estabelecimento está autorizado a comercializar a droga, e quem desrespeitar a determinação da Anvisa poderá pagar multa de até 1,5 milhões de reais.