Amamentação com leite materno previne obesidade

Ao não amamentarem os seus filhos as mães podem estar contribuindo para que eles sejam pessoas obesas.

A importância do aleitamento materno já é amplamente conhecida devido aos benefícios que a amamentação traz para o bebê e para a sua mãe. Recentemente um relatório internacional provou mais uma vez o valor da amamentação. Ele revelou uma ligação entre pessoas obesas e a falta do leite materno nos 6 primeiros meses de vida.

No relatório foram avaliados cerca de 90 estudos feitos em vários países. Todos eles apontavam uma ligação entre a obesidade infantil e o aleitamento. Segundo a pesquisa, as crianças que tiveram acesso ao leite materno durante os primeiros meses de vida possuíam um menor risco de ficarem acima do peso.

Estudos realizados com ratos corroboram a descoberta, pois ao serem privados de alimento na infância os animais se tornavam obesos ao terem abundancia de alimento na fase adulta.

Desde o ano de 1975 até 2003 houve um aumento de 255% de casos de obesidade mórbida no Brasil. Considerando que o excesso de peso é um problema que vem crescendo em todo mundo, esse é mais um motivo para que as mães de recém-nascidos amamentem seus filhos por pelo menos 6 meses.

Fonte: Banco de Saúde

As gorduras, o colesterol, as massas e os carbohidratos

Gorduras e Colesterol

Gorduras e colesterol estão com freqüência presentes na mídia. Muitas vezes acusados de serem vilões causadores de doenças. Mas o que as pesquisas revelaram foi que não importa a quantidade de gordura que se ingere, mas sim o tipo de gordura.

O que é colesterol?

Colesterol pode ser considerado um tipo de gordura. Esta substância possui importantes funções no organismo. Todas as pessoas possuem colesterol.

O colesterol que circula no corpo é em grande parte produzido no fígado (75%), sendo que o restante (25%) vem dos alimentos ingeridos.

O fígado liga o colesterol à lipoproteínas, moléculas responsáveis pelo seu transporte no sangue. O excesso de colesterol no sangue acarreta o desenvolvimento de doenças.

Existem dois tipos principais de lipoproteínas transportadoras de colesterol:

  • LDL, ou lipoproteína de baixa densidade, carrega o colesterol do fígado para o resto do corpo. Excesso LDL circulando no sangue, leva a depósitos nas paredes dos vasos sanguíneos (artérias) causando entupimentos (arterioesclerose) e uma série de doenças.

Por este motivo, o LDL colesterol é chamada de “colesterol ruim”.

  • HDL, ou lipoproteína de alta densidade, carrega o colesterol depositados no sangue de volta para o fígado. Neste órgão o colesterol é metabolizado, evitando que cause doenças.

Por este motivo, o HDL colesterol é denominado de “colesterol bom”.

O que são gorduras?

Gorduras são moléculas, também conhecidas como ácidos graxos ou triglicerídeos, que fazem parte de todos os seres vivos. As características principais de uma molécula de gordura é ser uma longa cadeia de carbono e não ser solúvel em água.

Os principais tipos de gordura são:

  • Gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas

Gorduras encontradas em vegetais e peixes. São denominadas de gorduras saudáveis, pois reduzem o nível de colesterol ruim e elevam o colesterol bom, protegendo o indivíduo contra doenças cardiovasculares, como derrame cerebral e infarto do coração.

Fontes de gorduras saudáveis

o Óleos vegetais de soja, canola, algodão, milho, girassol, linha e oliva (azeite).

o Soja, amendoim, castanha do Pará, castanha de caju, amêndoas e nozes.

o Abacate, açaí.

o Peixes.

  • Gorduras saturadas

Gorduras saturadas são principalmente gorduras de origem animal. São denominadas de gorduras ruins, pois elevam o colesterol total, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e câncer.

Fontes de gorduras saturadas (Ruins):

o Carne vermelha (de vaca ou porco).

o Leite, queijo, manteiga, sorvetes.

o Gema de ovo.

o Óleos de coco e de dendê. O óleo de dendê é também conhecido como óleo de palma e muitas vezes é utilizado na indústria alimentícia.

  • Gorduras Trans e Interesterificada (Péssimas)

Gorduras Trans são produzidas por meio do aquecimento de óleos vegetais na presença de hidrogênio, por este motivo também é conhecida como gordura vegetal hidrogenada. Quanto mais hidrogenado, mais sólido o óleo torna-se. Por exemplo, a maioria das margarinas é sólida em temperatura ambiente.

Gorduras Trans ou Interesterificadas são extremamente danosas à saúde, pois além de aumentarem os níveis de colesterol ruim (LDL), também reduzem os níveis de colesterol bom (HDL). Estas gorduras aumentam imensamente o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, doenças inflamatórias e câncer.

Fontes de gorduras Trans e Interesterificada:

  • Produtos industrializados são as maiores fontes destas péssimas gorduras. Para identificar estes produtos, procure as informações nutricionais no rótulo, verificando a porcentagem de gordura trans.

Muitos alimentos dizem conter 0% de gordura trans, mas vale a pena conferir os ingredientes. Se entre estes, estiverem gordura vegetal (hidrogenada ou interesterificada) é sinal que existe sim gordura trans.

  • Margarinas

Açúcares e Massas

Açúcares e massas são sinônimos de carboidratos. Estes alimentos são a base da maioria das dietas em todo mundo. Carboidratos, na verdade, não são totalmente ruins, nem totalmente bons.

Alguns tipos de carboidratos podem promover saúde, enquanto outros, quando ingeridos em excesso, podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares e diabetes.

O que são carboidratos?

Carboidratos são moléculas que têm em sua base carbono, hidrogênio e oxigênio. O organismo utiliza os carboidratos, principalmente, como fonte de energia (combustível).

Carboidratos são agrupados em 03 categorias principais:

  • Carboidratos simples incluem açúcares tais como a frutose (açúcar de frutas), dextrose ou glicose (açúcar de milho) e sacarose (açúcar caseiro).
  • Carboidratos complexos são cadeias feitas de 03 ou mais açúcares ligados, tais como o amido (farinha de trigo e polvilho).
  • Fibras são carboidratos complexos que não podem ser digeridos pelo organismo, ou seja, o sistema digestivo é incapaz de quebrar a cadeia para dar origem a açúcares simples.

O organismo para utilizar o carboidrato proveniente da alimentação precisa quebrar (digerir) as cadeias de carboidratos para absorver os açúcares simples.

O que é índice glicêmico?

No processo de digestão dos carboidratos, o passo seguinte é absorção dos açúcares, que caem na corrente sanguínea, elevando o nível de glicose (açúcar do sangue).

O açúcar na corrente sanguínea é absorvido pelas várias células do organismo por meio da ação de um hormônio chamado insulina, que sinaliza o excesso de glicose no sangue.

A velocidade com que um alimento é digerido e injeta glicose na corrente sanguínea é medida através do índice glicêmico.

O índice glicêmico é importante, pois, quando existe um excesso de glicose na circulação o organismo pode ter problemas e desenvolver diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e até mesmo câncer.

Quanto mais alto o índice glicêmico de um alimento maior é a velocidade com que a glicose aumenta no sangue. Isto ocasiona um estresse para o organismo lidar com o excesso de combustível. Além disto, o açúcar adentra rapidamente na corrente sanguínea e em seguida cai na mesma velocidade, tendo como resultado fome.

Carboidratos ruins

Carboidratos ruins são aqueles que possuem um alto índice glicêmico, sendo encontrados em:

  • Batatas e mandiocas
  • Arroz branco
  • Farinha branca, polvilho e cuscuz
  • Cereais de milho refinados
  • Sucos e refrigerantes adoçados com açúcar
  • Doces e chocolates

Carboidratos saudáveis são aqueles que possuem baixo índice glicêmico, sendo encontrados em:

  • Frutas e verduras
  • Feijão, ervilhas, soja
  • Cereais integrais (Inteiros como a granola)
  • Aveia
  • Arroz integral
  • Farinha de trigo integral (alimentos que contenham este item como principal ingrediente)
  • Gérmen de trigo e outros farelos

Uma boa dieta é fundamental para uma boa saúde!

Edição e Texto:
Dr. José Hamilton.

Relação entre o uso de refrigerantes e a chance de desenvolver fatores de risco cardiovasculares e síndrome metabólica

RefrigerantesVocê sabia que indivíduos quem ingerem uma ou mais latas de refrigerante por dia tem um risco 50% maior de desenvolver a síndrome metabólica, uma precursora das doenças cardiovasculares? O mais interessante é que não importa se o refrigerante é normal ou diet, pelo menos é o que mostra um novo estudo publicado no Journal Circulation.

A síndrome metabólica é caracterizada por uma série de agravos a saúde, como o aumento da circunferência abdominal, baixos níveis de bom colesterol (HDL-c), pressão arterial elevada dentre outros e está fortemente ligada a doenças como derrames, infartos e diabetes.

O estudo avaliou 6000 indivíduos com risco para a síndrome metabólica. Após 4 anos de acompanhamenteo, 53% dos indivíduos que ingeriram um ou mais latas de refrigerantes ao dia desenvolveram a síndrome.

A associação americana de bebidas refuta o estudo dizendo que os resultados poderiam estar associados ao consumo de qualquer alimento ou bebida calórica e que os refrigerantes light, diet ou zero não tem associação com o ganho de peso e elevação da pressão sanguínea. Os autores do estudo enfatizam que não estão sugerindo um link direto entre o consumo das bebidas e a doença cardiovascular já que o consumo de bebidas pode estar associado também a outros fatores de risco que não foram objeto deste estudo como maior consumo de frituras e alimentos hipercalóricos e sedentarismo.

A associação americana do coração respondeu às críticas ao estudo dizendo que é importante notar que o estudo não mostra que os refrigerantes causam doenças cardiovasculares e sim que indivíduos que ingerem mais refrigerantes tiveram um risco maior de desenvolvê-las.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que o consumo de refrigerantes elevava o risco de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. Este novo estudo mostra o mesmo resultados em adultos. Agora é esperar novas pesquisas que descubram as causas e a relação entre as bebidas e os males à saúde.

Fonte: Circulation2007;116:480-488

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