Febre Amarela

febre amarelaO que é?

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África.

Qual o microrganismo envolvido?

O vírus RNA. Arbovírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae.

Quais os sintomas?

Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).

Como se transmite?

A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A transmissão de pessoa para pessoa não existe.

Como tratar?

Não existe nada específico. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Se o paciente não receber assistência médica, ele pode morrer.

Como se prevenir?

A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo.

A vacinação é indicada para todas as pessoas que vivem em áreas de risco para a doença (zona rural da Região Norte, Centro Oeste, estado do Maranhão, parte dos estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos).

Fonte: Ministério da Saúde

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Hipertensão Arterial

hipertensão arterial

A prevalência estimada de hipertensão no Brasil atualmente é de 35% da população acima de 40 anos. Isso representa em números absolutos um total de 17 milhões de portadores da doença, segundo estimativa de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Cerca de 75% dessas pessoas recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS) para receber atendimento na Atenção Básica. Para atender os portadores de hipertensão, o Ministério da Saúde possui o Programa Nacional de Atenção a Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus. O programa compreende um conjunto de ações de promoção de saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento dos agravos da hipertensão. O objetivo é reduzir o número de internações, a procura por pronto-atendimento, os gastos com tratamentos de complicações, aposentadorias precoces e mortalidade cardiovascular, com a conseqüente melhoria da qualidade de vida dos portadores.

HIPERTENSÃO ARTERIAL O QUE É?
É quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmHg ou 14 por 9.

QUEM TÊM MAIS RISCO DE FICAR HIPERTENSO?
Quem consome mais bebida alcoólica.
Quem tem hipertenso na família.
Quem está com excesso de peso.
Quem usa muito sal na alimentação.
Quem é diabético.
Quem não tem uma alimentação saudável.
Pessoas da raça negra.

COMO MELHORAR O TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO?
Evite ficar parado. Caminhe mais, suba escadas em vez de usar o elevador.
Diminua ou abandone o consumo de bebidas alcoólicas.
Tente levar os problemas do dia a dia de maneira mais tranqüila.
Mantenha o peso saudável. Procure um profissional de saúde caso tenha alguma dúvida sobre o tratamento da hipertensão arterial. Compareça às consultas médicas regularmente. Não abandone o tratamento, tome a medicação conforme a orientação médica.
Tenha uma alimentação saudável.
Diminua o sal da comida.

POR QUE É IMPORTANTE SABER SE VOCÊ É HIPERTENSO?
Porque a hipertensão arterial ou pressão alta, quando não é tratada, é o principal fator de risco para derrames, doenças do coração, paralisação dos rins, lesões nas artérias, podendo também causar alterações na visão

Em caso de dúvidas, procure um médico!

Fonte: Ministério da Saúde

Campanha de prevenção à AIDS no carnaval tem foco nas mulheres jovens

CarnavalO ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançou neste domingo (27/1), no Rio de Janeiro (RJ), a campanha de prevenção à aids para o carnaval 2008. Com foco na população jovem, especialmente as mulheres, a campanha tem como slogan é “Bom de cama é quem usa camisinha”. Este ano, a ação traz uma novidade: 100 mil tatuagens temporárias, com a inscrição “Tenho atitude. Uso camisinha”, que serão distribuídas no Rio de Janeiro, em  Recife/Olinda e em Salvador. Nessas cidades, também serão distribuídas 100 mil bandanas, com a mesma frase.A campanha é composta também por um filme de 30 segundos e por três spots de rádio nos ritmos do samba, frevo e axé, que serão veiculados de hoje até 5 de fevereiro. Foram produzidos, ainda, 3,5 milhões de folders de prevenção e 700 mil cartazes auto-adesivos para serem fixados em banheiros de bares e restaurantes das cidades com maior fluxo de pessoas durante o carnaval. Para o envio dos cartazes, o Ministério da Saúde firmou parceria com a empresa Coca Cola, que utilizará sua logística de distribuição em todo o Brasil.

Para reforçar as ações de prevenção, o Ministério da Saúde distribuiu 19,5 milhões de preservativos para estados e municípios. No site www.aids.gov.br/carnaval, estão publicadas as notícias sobre as ações de prevenção durante o carnaval em todo o Brasil.

Preservativo – Como foco nos jovens, as peças da campanha reforçam a estratégia da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2007, estimulando a mulher jovem a exigir o uso do preservativo em todas as suas relações sexuais. No filme, um casal de foliões foge da festa e começa a se beijar na rua. Quando o clima esquenta, a garota pergunta se o rapaz tem camisinha. Ele diz que não tem e ela fala que não vai rolar. Na mesma hora, surge uma banda de fanfarra e um dos músicos oferece o preservativo para o casal.

A cena insólita é cortada pela cantora Negra Li, que chama para a realidade e lembra que é preciso usar camisinha. Ela finaliza o filme perguntando “Qual a sua atitude na luta contra a aids?”. O alerta de Negra Li foi feito nos filmes publicitários da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2007. No site http://www.qualsuaatitude.com.br/, há um jogo virtual com perguntas e respostas sobre doenças sexualmente transmissíveis e aids, conduzido por Negra Li. Quem erra a resposta, pode tirar as dúvidas em vídeos com o Doutor Pinto, quadro que tem como responsável o médico Valdir Pinto, do Programa Nacional de DST e Aids.

As mulheres jovens foram escolhidas como público-alvo da campanha de carnaval porque a aids afeta mais o sexo feminino entre 13 e 19 anos: para cada 6 meninos com aids, há 10 meninas. Considerando todas as faixas etárias, para cada 15 homens com aids, há 10 mulheres.

Além disso, de acordo com pesquisas de comportamento sexual do Ministério da Saúde, pessoas entre 15 e 24 anos têm mais parceiros eventuais do que indivíduos de outras faixas etárias. Dados do Ministério também indicam que 87% dos homens de 16 a 19 anos usam camisinha nas relações sexuais eventuais, mas só 42% das mulheres usam preservativo com nesse tipo de relação.

Vista-se! – A campanha foi apresentada durante o lançamento das ações de prevenção no carnaval do Rio de Janeiro, no Centro Cultural Cartola, na Mangueira. Participaram a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Nilcéa Freire, e a secretária de Direitos Humanos e Ação Social do Estado do Rio de Janeiro, Benedita da Silva.

Também estiveram no lançamento os cantores Negra Li, Emílio Santiago e Teresa Cristina; e os atores Teresinha Sodré e Antônio Pitanga. Houve show de ritmistas e passistas de escolas de samba e a apresentação da orquestra de violinos formada por crianças do morro da Mangueira.

No evento, que este ano terá sua terceira edição, foi promovida a marca Vista-se!, de incentivo ao uso do preservativo. Estudantes de moda da Escola de Design de Carnaval da Universidade Veiga de Almeida (UVA) vão estilizar camisetas com a marca para os participantes.

O evento foi promovido pelo projeto “Só alegria vai contagiar neste carnaval”, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e da UVA, com apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (UNAIDS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), do Ministério da Saúde e das Coordenações Estadual e Municipal de DST e Aids do Rio de Janeiro. O projeto trabalha a prevenção das DST e da aids no carnaval carioca desde 1992.

Em conjunto com a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, o projeto capacita agentes multiplicadores e promove ações de prevenção na Cidade do Samba (onde ficam os barracões das escolas), no Terreirão do Samba (espaço para shows populares), nos ensaios das escolas de samba, no desfile oficial do carnaval e no desfile das campeãs.

Mais informações
Programa Nacional de DST e Aids
Assessoria de Imprensa
Telefones: (61) 3448-8088/8100
E-mail:
imprensa@aids.gov.br

Gordura Trans: Veja a ficha completa deste inimigo Nº 1 do coração

Gordura Trans

O que são gorduras trans?
As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

Para que servem as gorduras trans?
As gorduras trans formadas durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.

Esse tipo de gordura faz mal para a saúde?
Sim. O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar:
1) Aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim – LDL-colesterol.
2) Redução dos níveis de colesterol bom – HDL-colesterol.
É importante lembrar que o aumento do colesterol aumenta o risco de arteriosclerose, infarto do coração e derrame cerebral. No caso da gordura trans, além de aumentar o colesterol total e o mal colesterol (LDL), ela reduz o bom colesterol (HDL), o que aumenta ainda mais os riscos e perigos à saúde.

Gordura hidrogenada é o mesmo que gordura trans?
Não. O nome gordura trans vem da ligação química que a gordura apresenta, e ela pode estar presente em produtos industrializados ou produtos in natura, como carnes e leites. A gordura hidrogenada é o tipo específico de gordura trans produzido na indústria.

Quais alimentos são ricos em gordura trans?
A maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados – como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes.

Como é possível controlar o consumo da gordura trans?
A leitura dos rótulos dos alimentos permite verificar quais alimentos são ou não ricos em gorduras trans. A partir disso, é possível fazer escolhas mais saudáveis, dando preferência àqueles que tenham menor teor dessas gorduras, ou que não as contenham. As indústrias têm até julho de 2006 para adequarem os rótulos de seus produtos.

Como deve ser declarado o valor de gorduras trans nos rótulos dos alimentos?
O valor deve ser declarado em gramas presentes por porção do alimento, conforme tabela. A porcentagem do Valor Diário de ingestão (%VD) de gorduras trans não é declarada porque não existe requerimento para a ingestão destas gorduras. Ou seja, não existe um valor que deva ser ingerido diariamente. A recomendação é que seja consumido o mínimo possível.

Como posso saber se o alimento é rico em gordura trans?
Para saber se o alimento é rico em gordura trans basta olhar a quantidade por porção dessa substância. Não se deve consumir mais de 2 gramas de gordura trans por dia.
É importante também verificar a lista de ingredientes do alimento. Através dela é possível identificar a adição de gorduras hidrogenadas durante o processo de fabricação do alimento.

Pode ser utilizado o claim (alegação)”livre de gorduras trans” nos rótulos dos alimentos?
Sim, desde que o alimento pronto para consumo atenda às seguintes condições: – máximo de 0,2g de gorduras trans por porção; e – máximo de 2g de gorduras saturadas por porção. Os termos permitidos para fazer este claim são: “não contém…”, “livre…”, “zero…”, “sem…”, “isento de…” ou outros termos permitidos para o atributo “Não contém” da Portaria SVS nº 27/98. Não podem ser utilizados outros atributos para gordura trans.

Fonte: Anvisa

Gestão de Saúde e Produtividade : Proposta de um modelo para Parceria Público-Privada

O atual cenário de saúde do Brasil está muito longe do ideal. O Sistema Único de Saúde (SUS) está sobrecarregado, tendo que lutar contra altos gastos em hospitais secundários e terciários, que utilizam quase toda a verba disponível para o tratamento de alto custo das doenças crônicas (DC). Desse modo, falta dinheiro para programas de promoção de saúde e prevenção de doenças para as comunidades e postos de saúde, superlotando ainda mais as enfermarias e prontos socorros dos hospitais. Trata-se de um círculo vicioso.

As doenças crônicas (Infarto do Coração, Derrame Cerebral, Câncer, Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas, Diabetes e Hipertensão Arterial, por exemplo) respondem por cerca de 60% a 80% do total de mortes/ano no Brasil. São grandes responsáveis por aposentadorias por invalidez ou licenças médicas de longo prazo, o que causam grande prejuízo na produtividade do trabalho e grande despesa para a Previdência Social e o SUS.

Os planos de saúde caíram na mesma armadilha do SUS. Por não investirem em promoção de saúde e prevenção de doenças, seus usuários acabam por seguir o mesmo caminho dos usuários do SUS, embora tenham consistente melhoria no atendimento e realização de exames, muitos exames, talvez até desnecessários. Isto encarece muito os custos de manutenção de uma operadora de saúde, o que é repassado aos seus usuários com aumento constante das mensalidades, que já são bem elevadas. Os planos de saúde já têm uma dívida, que somadas, chegam a 90 bilhões de reais em todo o país.

No panorama atual, não há comunicação ou esforço conjunto entre SUS e planos de saúde para o combate às doenças crônicas (DC), acarretando prejuízo para ambos, para o sistema previdenciário e para o Brasil.

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Já sabemos, através de estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) que 80% dos Infartos do Coração, Derrames Cerebrais e Diabetes podem ser prevenidos, bem como 40% dos casos de Câncer. Então, por quais motivos não há um esforço conjunto entre o Ministério da Saúde e o sistema privado (planos de saúde e empresas) para a prevenção e detecção precoce de tais doenças? Realmente é difícil de entender.

Em 2005/2006, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou um programa de promoção de saúde e prevenção de doenças para serem seguidos pelos planos de saúde. Em troca, as operadoras de saúde que aderissem a tal programa, teriam uma redução no valor da reserva garantidora de benefício, uma espécie de poupança depositada em juízo por cada operadora, que visa garantir o atendimento da maioria de seus usuários. Para um plano de saúde existir, precisa depositar primeiramente pesadas quantias de dinheiro nesta “poupança”. Pela proposta da ANS, os descontos de abatimento poderiam variar de 25 a 75%, a depender da abrangência e complexidade dos programas de promoção de saúde e prevenção de doenças implantados. Uma contradição disto tudo é que não existe proposta semelhante para o SUS. Mas já é um começo. Pelo menos sabemos que existem pessoas sensatas no governo, que pensam em prevenção de doenças como fator determinante para um país saudável.

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Um conceito novo que pode mudar completamente o painel de saúde no Brasil, que já está em fase de estudo e implantação em países como o Canadá e Estados Unidos (EUA), seria a adesão das Empresas, de qualquer porte, ao processo de conscientização em saúde e prevenção de doenças, integrando saúde e produtividade.

Produtividade. Esta é a palavra chave de todo este processo de mudança em saúde, que pode integrar o Governo, Planos de Saúde e Empresas em prol de um único objetivo: melhorar a saúde e qualidade de vida dos trabalhadores e da população.

Já existem estudos bem consistentes, publicados em revistas de grande importância internacional, dizendo que a cada Euro investido em programas de promoção de saúde, você tem um retorno de investimento de cerca 3 ou 4 vezes o valor investido. Por que isto ocorre?

No dia-a-dia do trabalho, as empresas podem perder rendimento por conta de doenças de seus trabalhadores por dois motivos principais: absenteísmo (faltas, licenças médicas, afastamentos) e presenteísmo (perda de produtividade no trabalho, estando o trabalhador presente). A maioria das empresas não conseguem quantificar estas perdas, principalmente as causadas pelo presenteísmo, que são bem maiores. Se uma empresa investe em programas de qualidade de vida, tais perdas de produtividade são drasticamente reduzidas, gerando lucro e retorno de investimento.

Vamos a um exemplo: Imagine que determinado dia, o Sr. João, já não agüentando o estresse de sua empresa, acabou entrando em depressão, somados a outros motivos sociais e familiares. Apesar disso, por pensar ser forte e resistente, não procurou auxílio médico, trabalhando sobre esta nova condição de doença por aproximadamente 9 meses. No nono mês já não conseguia sair de casa para trabalhar. Procurou um médico que lhe prescreveu antidepressivos e uma terapia com uma psicóloga, dando também um atestado de 30 dias de afastamento do trabalho, podendo ser renovado caso não houvesse melhora. Neste contexto, o empregador terá a idéia de perder apenas 30 dias em termos de produtividade no trabalho, mas o que ele não sabe é que a depressão pode causar uma perda de produtividade no dia-a-dia que pode variar de 40 a 60% (é o presenteísmo), não calculado, não medido, subestimado.

Se o Sr. João fosse um vendedor, estaria perdendo cerca de 40 a 60% de possíveis vendas por dia, sem o empregador ter a mínima noção destas perdas. Costuma-se comparar que as perdas de produtividade por absenteísmo sejam apenas a ponta do iceberg. Abaixo da superfície estaria um imenso bloco de gelo, representado pelo presenteísmo.
Diante disto, as empresas teriam todos os motivos do mundo para investir em programas de saúde e qualidade de vida, mas não o fazem. Muitas até pagam planos de saúde, de forma integral para seus trabalhadores, atuando apenas de forma curativa, não preventiva. Isto não resolve o problema, trata-se apenas de uma medida paliativa. Raras são as empresas que acordaram para este problema. Aquelas que investem em saúde e produtividade já estão colhendo belos frutos, mesmo sem incentivos fiscais ou ajuda do Governo.

Talvez o Governo pudesse dar uma ajudinha para mudar toda esta situação.

Vejamos um outro exemplo: Uma empresa de 1000 funcionários, que fature cerca de 12 milhões de reais/ano, resolve implantar um programa de saúde integrado à produtividade, investindo 30 reais /funcionário / mês (bem mais barato que um plano de saúde), o que daria um total de 360.000,00 reais por ano. Segundo estudos científicos já realizados, poderíamos esperar um retorno de investimento na ordem de 3 a 4 vezes o valor investido (supondo que seja um ótimo programa de saúde e produtividade), gerando um retorno de investimento de até 1.440.000,00 reais por ano.

Supondo que o Governo cobrasse 15% de impostos sobre este valor, a empresa teria que lhe pagar 216.000,00 reais/ano. O programa total custou 360.000,00 reais. Veja aonde quero chegar: Se o Governo subsidiasse 50% do investimento no programa de saúde feito pela empresa, mesmo assim não sairia perdendo, ganharia novos 36.000,00 reais(216.000,00 – 180.000,00) de impostos ao ano. Seria um grande incentivo para investimento em saúde pelas empresas. Desse modo, o Brasil ganharia um poderoso aliado no combate e prevenção de doenças crônicas, reduzindo, mais uma vez, as despesas com o SUS e a Previdência Social.

Por conseguinte, os planos de saúde empresariais também sairiam lucrando na mesma proporção que as empresas. Façam os cálculos: é mais barato descobrir precocemente que um trabalhador seja portador de hipertensão arterial ou tratar de um Derrame Cerebral, em uma Unidade de Terapia Intensiva, ocasionado por uma hipertensão não previamente diagnosticada ou tratada adequadamente? Pelo visto, a parceria entre empresa, plano de saúde e Governo pode dar mais certo do que se imagina.

Tal incentivo fiscal poderia abranger também os planos de saúde que investissem em prevenção de doenças e qualidade de vida de seus usuários. Posso arriscar a dizer que se tais planos investissem de forma independente na qualidade de vida de seus usuários, dentro de uma empresa, já avistariam considerável retorno de investimento a médio e longo prazo.

Um projeto parecido com este já está em andamento, esperando aprovação no Senado americano. Mais uma vez os EUA saem na frente. Estão apostando pesado nesta nova idéia de incentivo à promoção de saúde nas empresas, já sabendo que o aumento da produtividade é certo.

Todos saem ganhando, o Estado, os planos de saúde, as empresas, os trabalhadores (T) e a sociedade.

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Uma vez implantado este modelo de parceria público-privada (PPP), as empresas formariam uma legião de trabalhadores (T) com consciência em saúde e hábitos saudáveis, orientados com relação à prevenção de doenças crônicas e controle de fatores de risco (tabagismo, hipertensão, obesidade, etc.). Isto é educação em saúde.

Dessa forma, os trabalhadores poderiam levar esta rica e importante sabedoria em saúde para seus familiares e amigos, dissipando para suas comunidades os resultados e ensinamentos do que chamamos de “Cultura Empresarial de Saúde”.

Autor: Dr. Henrique Braga
Email: henrique_jf@hotmail.com
www.neurologistadf.com

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