Doppler Colorido de Carótidas e Vertebrais

As artérias carótidas são importantes vasos sanguíneos que levam sangue arterial (oxigenado) do coração para o cérebro. Elas se originam no tórax a partir da aorta, passam através do pescoço, uma de cada lado, até alcançar e irrigar o cérebro.

Além dessas duas principais artérias, existem outras duas menores na região posterior do pescoço, chamadas artérias vertebrais, que também levam o sangue para o cérebro.

A principal causa de entupimento dessas artérias é a chamada doença aterosclerótica.

A aterosclerose é uma doença que pode afetar todas as artérias do corpo. É caracterizada por acúmulo de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, levando a uma redução do fluxo sanguíneo aos tecidos irrigados por elas. Quando ocorre nas coronárias pode acarretar infarto do coração e quando ocorre nas carótidas pode ocasionar um acidente vascular cerebral (AVC ou popularmente derrame).

Essa doença se manifesta em 10% da população acima dos 50 anos, tendo um desenvolvimento lento e progressivo.

A maioria dos pacientes com arterioesclerose são assintomáticos, uma vez que graus leves a moderados de entupimento (estenose) das carótidas são tolerados pelo organismo, contudo, quando as placas de aterosclerose causam um grau mais severo de entupimento (estenose) resultam em uma diminuição de fluxo sanguíneo para o cérebro, podendo causar um derrame.

A grande maioria dos indivíduos com doença nas carótidas não necessitam de cirurgia, tendo em vista que pequena quantidade de placas de aterosclerose são comuns em pessoas idosas, se tornando problemático em geral quando crescem e causam entupimentos mais severos nas artérias, em geral superiores a 60-70% de obstrução.

Outro problema é que mesmo placas pequenas de aterosclerose, quando irregulares ou ulceradas, acumulam coágulos que podem desprender e serem levados com o fluxo sanguíneo para o cérebro causando entupimento de pequenos vasos ocasionando isquemia (sofrimento por falta de sangue) ou necrose (morte) dos tecidos irrigados por elas, que dependendo da gravidade e do local lesionado, poderá os sintomas serem reversíveis, desaparecendo em alguns minutos ou horas, ou acarretar maior gravidade como sequelas relacionado a diminuição de força ou mesmo paralisia completa de um lado do corpo.

Além da doença aterosclerótica existem outras causas para o AVC, dentre as principais estão: hipertensão, diabetes, tabagismo, altos níveis de colesterol, doenças cardíacas, sedentarismo, antecedente familiar entre outras.

Atualmente as artérias carótidas podem ser analisadas através de aparelhos de ultra-sonografia com doppler colorido, chamado Duplex Scan ou simplesmente Doppler de Carótidas.

Como é o exame?

Trata-se de um exame não invasivo, com duração em média inferior a 30 minutos, onde o paciente permanece deitado e são examinadas as carótidas na região do pescoço.

O médico irá colocar um gel sobre a pele e em seguida coloca um transdutor (aparelho que emite e detecta ondas sonoras que captam o movimento do sangue nos vasos), com isso são geradas imagens e cores das artérias mostradas no visor do aparelho de ultra-som, e devido a passagem do sangue através da artéria, um som similar aos batimentos cardíacos é ouvido.

As principais imagens obtidas durante o exame são documentadas em papel impresso e posteriormente são analisadas pelo médico para realização do laudo.

É necessário algum preparo?

Não há necessidade de nenhum preparo especial, como jejum ou medicações.

Existe algum tipo de risco?

NÃO, o exame é completamente indolor, não há radiação ionizante (raios-x) e não há necessidade de injeção de contrastes pela veia.

O que pode ser estudado com esse exame?

Com esse exame o médico pode estudar as artérias analisando irregularidades, tortuosidades, dilatações (aneurismas) e presença de placas de aterosclerose, inferindo assim o grau de entupimento e a característica das placas, que por sua vez podem dificultar a chegada de sangue ao cérebro aumentando o risco de um derrame.

Considerações finais

O Doppler de Carótidas e Vertebrais é um exame que deve ser baseado primeiramente em uma indicação médica, e traz auxílio em relação ao melhor tratamento e prevenção, sendo importante para o diagnóstico precoce da doença no intuito de detê-la e impedir suas manifestações.

Fonte: www.neurologistadf.com

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Acidente Vascular Cerebral

Acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como derrame cerebral, é responsável por mais de 12 milhões de mortes todos os anos.

O que é?
É a interrupção do fluxo de sangue para o cérebro. As artérias levam sangue oxigenado até o cérebro para que ele funcione, quando estas artérias são entupidas (ou se rompem) o cérebro sofre danos, chamados de acidente vascular.

Como rastrear?
Os sintomas geralmente têm início súbito ou evoluem rapidamente. Os principais sintomas de alerta são:

• Fraqueza muscular em um determinado membro ou parte do corpo de início súbito,
• Desvio da boca,
• Dormências em partes do corpo,
• Alterações da fala ou dificuldade para falar,
• Desmaios ou confusão mental,
• Dores de cabeças intensas e duradouras.

Se uma pessoa apresentar este conjunto de sintomas, não necessariamente todos juntos, é importante procurar um atendimento médico hospitalar de emergência. Quanto mais rápido, maiores as chances de sobrevivência e recuperação.

Como prevenir?
Mais de 80% dos derrames cerebrais podem ser prevenidos. A organização mundial da saúde cita 03 fatores ligados ao estilo de vida como fatores de risco para o acidente vascular cerebral:
• O hábito de fumar
• A alimentação não saudável
• O sedentarismo

Estes fatores levam ao desenvolvimento de doenças que estão diretamente ligadas ao derrame cerebral:
• Hipertensão arterial (pressão alta)
• Diabetes (excesso de açúcar no sangue)
• Dislipidemia (excesso de colesterol no sangue)

Como tratar?
A melhor maneira de tratar o derrame cerebral é realmente prevenir-se dele. Mas se isto não foi possível, então o diagnóstico precoce quando se procura o serviço de emergência prontamente é a melhor maneira de evitar seqüelas mais graves ou até a morte.
Referências :
1. Gagliardi RJ, Raffin CN, Fabio SRC. Tratamento da Fase Aguda do Acidente Vascular Cerebral. Academia Brasileira de Neurologia. Arq Neuropsiquiatr 2001; 59 ( 4 ): 972-980.
2. Avoiding heart attacks and strokes: don’t be a victim – protect yourself. World Health Organization 2005.