Usuários do Prexige serão reembolsados

Os usuários do remédio Prexige de 100mg e 400mg poderão obter seu dinheiro de volta a partir de hoje.

Inicialmente o laboratório Novartis, responsável pelo remédio Prexige, havia prometido reembolsar apenas os pacientes que usaram a versão de 100mg do medicamento, mas recentemente ele informou que os usuários da versão de 400mg também poderão ter seu dinheiro de volta.

Quem possuir a caixa de uma das duas variantes do medicamento com pelo menos um comprimido intacto na cartela poderá receber seu dinheiro de volta em qualquer farmácia. É importante lembrar que a apresentação da nota fiscal não é obrigatória.

Os estabelecimentos que forem flagrados vendendo o medicamento estão sujeitos a pagar multa. Quem está fazendo a fiscalização em todas as farmácias do país é a Fundação de proteção e defesa do consumidor (Procon).

A Fundação pede que qualquer pessoa que veja alguma farmácia comercializando o medicamento entre em contato imediatamente com o Procon responsável pela cidade em que vive.

Segundo a Anvisa, o cancelamento do registro do Prexige aconteceu devido aos vários casos de pacientes que foram tratados com esse medicamento e tiveram reações adversas a ele.

Os problemas de saúde relacionados ao uso da medicação foram principalmente gastrointestinais e no fígado. Por isso é de fundamental importância que todas as pessoas que já usaram o Prexige procurem orientação médica.

Fonte: Banco de Saúde

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Residência médica será definida conforme necessidades do SUS

Principais carências de profissionais estão nas áreas de cancerologia, medicina intensiva, neurologia, anesteseologia, pediatria e medicina da família e comunidade

Os ministérios da Saúde e da Educação defendem mudanças na definição de vagas para residência médica, de acordo com as necessidades regionais do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem o objetivo de solucionar, a curto prazo, desequilíbrios na distribuição de especialistas na rede pública, conforme diagnóstico feito pela Comissão Interministerial da Gestão da Educação na Saúde, que reuniu, nesta terça-feira, dia 8 de julho, os ministros José Gomes Temporão (Saúde) e Fernando Haddad (Educação).

A proposta é que o governo federal seja o indutor da formação de médicos especialistas, isto é, do planejamento de vagas – juntamente com as institucionais federais e particulares de ensino superior. “A residência médica deve ser voltada ao atendimento das necessidades dos cidadãos e, para isso, precisamos desenvolver políticas que permitam promover o adequado direcionamento das vagas para a melhoria da distribuição destes especialistas e, conseqüentemente, dos serviços de saúde”, afirmou Temporão.

Uma das possíveis soluções para o reequilíbrio na oferta de vagas e fixação dos residentes no interior do país – apresentada pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Francisco Campos – é a oferta de cursos de especialização em regiões carentes de profissionais. Outra medida, segundo o secretário, é a abertura de cursos supervisionados de extensão dentro dos programas de residência médica, além do redirecionamento de bolsas.

“Ações como essas garantirão a formação de qualidade dos residentes, evitarão a concentração desses profissionais em determinadas regiões (principalmente, no Sudeste e Sul) e poderão minimizar as atuais carências em determinadas especialidades”, defendeu Campos.

CARÊNCIAS – De acordo com o secretário, as principais carências regionais do sistema público de saúde estão nas especialidades de cancerologia, medicina intensiva, neurologia, anesteseologia, pediatria e medicina da família e comunidade. “Justamente em áreas para as quais o governo desenvolve políticas públicas de saúde, como o programa Saúde da Família”, lembrou Francisco Campos.

Também a curto prazo, a Comissão Nacional de Residência Médica – ligada ao MEC e integrante da Comissão Interministerial da Gestão da Educação na Saúde – aperfeiçoará o cadastro de vagas a partir desta nova diretriz: vincular a residência médica às necessidades do SUS. O novo cadastro deverá permitir acesso a informações atualizadas sobre o número de vagas efetivamente ocupadas, incorporando progressivamente dados sobre a organização dos programas de residência médica em cada instituição de ensino superior.

A análise das necessidades de formação de especialistas médicos também será feita de acordo com o perfil sócio-epidemiológico da região. Além disso, o governo também defenderá uma maior aproximação entre os Colegiados de Gestão Regional do SUS com as Comissões Estaduais de Residência Médica.

A medida faz parte do “Pacto pela Saúde” e prevê maior investimento na interiorização de profissionais da saúde, na auto-suficiência das regionais e na descentralização do SUS.  As propostas têm o apoio dos conselhos nacionais de secretários estaduais (Conass) e municipais (Conasems) de Saúde. “O caminho melhor a seguir é o do compartilhamento de prerrogativas e ações que garantam a qualidade dos cursos e dos serviços oferecidos à população”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad.

FIES – Durante a reunião da Comissão Interministerial da Gestão da Educação na Saúde, o ministro Fernando Haddad apresentou, ao ministro Temporão, a primeira versão da minuta do decreto presidencial que destinará recursos do programa de Financiamento Estudantil (Fies) aos cursos de residência médica. O texto será analisado pelo Ministério da Saúde e finalizado conjuntamente pelas duas Pastas para ser encaminhado ao Ministério do Planejamento e à Casa Civil.

A medida é voltada à interiorização dos profissionais como forma de evitar desequilíbrios regionais na oferta de vagas para residência médica. Pela proposta, os residentes que estudaram em instituições particulares de ensino poderão pagar os estudos trabalhando na rede pública pelo período equivalente à graduação ou de cinco a dez anos. A cada ano de trabalho, os residentes terão o abatimento da dívida. Eles também serão remunerados por meio de bolsa, um estímulo à fixação destes profissionais em regiões carentes de especialistas no SUS.

COMISSÃO – A Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde foi instalada em 18 de setembro de 2007 pelos ministérios da Saúde e da Educação. Ela tem a responsabilidade de indicar as diretrizes de formação em saúde, ou seja, orientar sobre as modalidades de residência médica, especialização e pós-graduação; os fundamentos para o reconhecimento e a renovação de cursos superiores como também a expansão da educação profissional.

O decreto presidencial que instituiu a Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde deu um importante passo para a participação de gestores do SUS nas questões relativas à formação de recursos humanos nesta área. Pela primeira vez na história, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais poderão traçar juntos, e de forma estratégica, as reais necessidades do setor e da população brasileira.

Por Renatha Melo, da Agência Saúde

Anvisa cria Disque-Intoxicação 0800-722-6001

A população e os profissionais de saúde contam agora com um 0800 para tirar dúvidas e fazer denúncias relacionadas a intoxicações. A Anvisa criou o Disque-Intoxicação, que atende pelo número 0800-722-6001. A ligação é gratuita e o usuário é atendido por uma das 36 unidades da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat).

A Renaciat é uma rede coordenada pela Anvisa, criada em 2005 pela resolução RDC 19. É composta por 36 Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciats), espalhados em 19 estados brasileiros. Os Ciats funcionam em hospitais universitários, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e fundações. Há estados que ainda estão em processo de abertura dos centros, como Amapá, Acre, Maranhão e Tocantins.

Quando o usuário utiliza o 0800, sua ligação é transferida para o Ciat mais próximo da região de onde a chamada foi originada. Os 36 centros estão preparados para receber ligações de longa distância, 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano.

Gerando respostas rápidas, o 0800 presta esclarecimentos à população e auxilia os profissionais de saúde a prestarem os primeiros socorros e a prescreverem o tratamento terapêutico adequado para cada tipo de substância tóxica. Em alguns casos, o atendimento pode ser presencial.

“Os serviços prestados por esses centros salvam vidas. Queremos que, com o Disque-Intoxicação, o profissional de saúde, na emergência, ao procurar um Ciat para saber como proceder com um paciente intoxicado, seja atendido e orientado. Isso servirá também para uma pessoa leiga que necessite buscar informações sobre algum tipo de intoxicação”, ressalta o coordenador da Renaciat e médico sanitarista da Gerência-Geral de Toxicologia da Anvisa, Jorge Sayde.

O número do 0800 será informado em rótulos e bulas dos produtos regulados pela Agência e em avisos indicativos em hospitais, laboratórios e clínicas.

Renaciat

Com uma rede de informação sistematizada, é possível delinear um mapa da situação do país no que diz respeito à intoxicação. Os profissionais nos Ciats documentam todos os atendimentos prestados à população e encaminham as fichas para um banco de notificações. Assim, as informações coletadas chegam mais rapidamente à Anvisa e ao Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox).

“A Agência precisa saber se existem casos de intoxicação com produtos registrados aqui. Não dá para receber essa informação dois ou três anos depois de quando aconteceu o problema. Hoje, o nosso sistema de vigilância epidemiológica está muito aquém do que necessitamos, especialmente no que se refere à intoxicação. Não há obrigatoriedade para o profissional de saúde, principalmente o médico, fazer e encaminhar as notificações à Anvisa. Em nossos centros, essa prática faz parte da rotina dos técnicos”, explica Jorge Sayde.

Para a toxicologia, é fundamental saber se em determinado mês foi registrado número expressivo e recorrente de intoxicação por um mesmo produto. Informações como essa permitem que empresas sejam contatadas pela Anvisa para rediscutir responsabilidades e reavaliar a segurança de seus produtos.

Para dar mais agilidade ao serviço, os Ciats estão sendo reestruturados com equipamentos de informática de última geração e cadastrados junto ao sistema de notificação integrada, o Notivisa. O objetivo é transformá-los em fonte para o novo sistema informatizado de notificação e investigação de efeitos adversos causados por produtos submetidos à Vigilância Sanitária e queixas técnicas, que está sendo desenvolvido pela Agência.

Fonte: ANVISA – Disque-Intoxicação