Microsoft lança bola de cristal digital: MS Surface Sphere

Embora o Microsoft Surface Sphere não seja capaz de prever o futuro, esta nova tecnologia consegue ter uma visão de 360° do presente. O novo invento poderá ter grande aplicação na área médica.

Estreiou recentemente o Microsoft Surface Sphere. Trata-se de uma tecnologia que une a facilidade do “touch screen” com uma nova concepção de informação visual de 360° em imagens e vídeos.

Uma grande esfera digital funciona como um monitor em toda a sua extensão, podendo-se visualizar diferentes imagens e vídeos de diferentes programas ou aplicativos ao mesmo tempo.

A equipe do Banco de Saúde já encontrou uma forma de usar este novo invento na medicina. A facilidade de visualização em ângulo de 360° pode ser usada para monitorar pacientes à distância.

Imagine a aplicação dessa esfera em uma UTI. A aplicação poderia servir para discutir casos complicados em uma videoconferência com especialistas em diferentes localidades.

Um médico experiente poderia ter acesso à imagens do paciente no leito, prescrição médica em curso, exames laboratoriais, imagens de exames radiológicos e informações de sinais vitais como pressão arterial, freqüência cardíaca, saturação de oxigênio e monitor de eletrocardiograma tudo ao mesmo tempo, dispostos em forma de imagens ou vídeos na superfície da esfera digital da Microsoft.

Monitorar ou discutir diagnóstico e tratamentos de pacientes à distância tem sido uma necessidade para populações situadas distantes de grandes centros ou cidades, onde a tecnologia e a presença de especialistas na área da medicina ainda são escassos.

O Microsoft Surface Sphere poderá ajudar a superar barreiras que impedem que populações de vilarejos e cidades distantes tenham acesso a diagnósticos e tratamentos médicos modernos, levando a luz da ciência à esses povoados longínquos.

Assista ao vídeo de lançamento do MS Sphere Surface: Clique aqui!

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Residência médica será definida conforme necessidades do SUS

Principais carências de profissionais estão nas áreas de cancerologia, medicina intensiva, neurologia, anesteseologia, pediatria e medicina da família e comunidade

Os ministérios da Saúde e da Educação defendem mudanças na definição de vagas para residência médica, de acordo com as necessidades regionais do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem o objetivo de solucionar, a curto prazo, desequilíbrios na distribuição de especialistas na rede pública, conforme diagnóstico feito pela Comissão Interministerial da Gestão da Educação na Saúde, que reuniu, nesta terça-feira, dia 8 de julho, os ministros José Gomes Temporão (Saúde) e Fernando Haddad (Educação).

A proposta é que o governo federal seja o indutor da formação de médicos especialistas, isto é, do planejamento de vagas – juntamente com as institucionais federais e particulares de ensino superior. “A residência médica deve ser voltada ao atendimento das necessidades dos cidadãos e, para isso, precisamos desenvolver políticas que permitam promover o adequado direcionamento das vagas para a melhoria da distribuição destes especialistas e, conseqüentemente, dos serviços de saúde”, afirmou Temporão.

Uma das possíveis soluções para o reequilíbrio na oferta de vagas e fixação dos residentes no interior do país – apresentada pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Francisco Campos – é a oferta de cursos de especialização em regiões carentes de profissionais. Outra medida, segundo o secretário, é a abertura de cursos supervisionados de extensão dentro dos programas de residência médica, além do redirecionamento de bolsas.

“Ações como essas garantirão a formação de qualidade dos residentes, evitarão a concentração desses profissionais em determinadas regiões (principalmente, no Sudeste e Sul) e poderão minimizar as atuais carências em determinadas especialidades”, defendeu Campos.

CARÊNCIAS – De acordo com o secretário, as principais carências regionais do sistema público de saúde estão nas especialidades de cancerologia, medicina intensiva, neurologia, anesteseologia, pediatria e medicina da família e comunidade. “Justamente em áreas para as quais o governo desenvolve políticas públicas de saúde, como o programa Saúde da Família”, lembrou Francisco Campos.

Também a curto prazo, a Comissão Nacional de Residência Médica – ligada ao MEC e integrante da Comissão Interministerial da Gestão da Educação na Saúde – aperfeiçoará o cadastro de vagas a partir desta nova diretriz: vincular a residência médica às necessidades do SUS. O novo cadastro deverá permitir acesso a informações atualizadas sobre o número de vagas efetivamente ocupadas, incorporando progressivamente dados sobre a organização dos programas de residência médica em cada instituição de ensino superior.

A análise das necessidades de formação de especialistas médicos também será feita de acordo com o perfil sócio-epidemiológico da região. Além disso, o governo também defenderá uma maior aproximação entre os Colegiados de Gestão Regional do SUS com as Comissões Estaduais de Residência Médica.

A medida faz parte do “Pacto pela Saúde” e prevê maior investimento na interiorização de profissionais da saúde, na auto-suficiência das regionais e na descentralização do SUS.  As propostas têm o apoio dos conselhos nacionais de secretários estaduais (Conass) e municipais (Conasems) de Saúde. “O caminho melhor a seguir é o do compartilhamento de prerrogativas e ações que garantam a qualidade dos cursos e dos serviços oferecidos à população”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad.

FIES – Durante a reunião da Comissão Interministerial da Gestão da Educação na Saúde, o ministro Fernando Haddad apresentou, ao ministro Temporão, a primeira versão da minuta do decreto presidencial que destinará recursos do programa de Financiamento Estudantil (Fies) aos cursos de residência médica. O texto será analisado pelo Ministério da Saúde e finalizado conjuntamente pelas duas Pastas para ser encaminhado ao Ministério do Planejamento e à Casa Civil.

A medida é voltada à interiorização dos profissionais como forma de evitar desequilíbrios regionais na oferta de vagas para residência médica. Pela proposta, os residentes que estudaram em instituições particulares de ensino poderão pagar os estudos trabalhando na rede pública pelo período equivalente à graduação ou de cinco a dez anos. A cada ano de trabalho, os residentes terão o abatimento da dívida. Eles também serão remunerados por meio de bolsa, um estímulo à fixação destes profissionais em regiões carentes de especialistas no SUS.

COMISSÃO – A Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde foi instalada em 18 de setembro de 2007 pelos ministérios da Saúde e da Educação. Ela tem a responsabilidade de indicar as diretrizes de formação em saúde, ou seja, orientar sobre as modalidades de residência médica, especialização e pós-graduação; os fundamentos para o reconhecimento e a renovação de cursos superiores como também a expansão da educação profissional.

O decreto presidencial que instituiu a Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde deu um importante passo para a participação de gestores do SUS nas questões relativas à formação de recursos humanos nesta área. Pela primeira vez na história, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais poderão traçar juntos, e de forma estratégica, as reais necessidades do setor e da população brasileira.

Por Renatha Melo, da Agência Saúde

Medicina Tradicional Chinesa – MTC

Medicina Tradicional Chinesa – MTC

A medicina tradicional chinesa (MTC) tem sido utilizada atualmente como terapia adjuvante e complementar a um tratamento médico convencional. Esta, sem dúvida, seria a forma mais correta e segura da utilização da medicina tradicional chinesa. Em todos os estudos e pesquisas relativos ao uso das práticas da medicina tradicional chinesa, a acupuntura tem sido a técnica mais amplamente estudada, sendo eficaz como tratamento complementar em determinadas condições de saúde.

O que é a medicina tradicional chinesa (MTC)?

Conceito: Medicina tradicional chinesa (MTC) é um sistema de medicina parcialmente baseado na idéia de que uma energia, chamada de QI (pronuncia-se “tchi”), flui ao longo de caminhos no corpo chamados de meridianos. Nesta crença, se o fluxo de QI ao longo destes meridianos é bloqueado ou tem algum tipo de desequilíbrio, uma doença pode ocorrer. Na China, os médicos têm praticado medicina tradicional chinesa há milhares de anos, e isto tem ganhado popularidade em muitos países Ocidentais.

As causas de desequilíbrio do QI geralmente envolvem os seguintes aspectos:

  • Forças externas, tal como o vento, o frio, ou o calor.
  • Forças internas: são emoções de alegria, raiva ou medo.
  • Estilo de vida: são fatores relacionados a uma dieta ruim, insônia ou uso excessivo de bebidas alcoólicas.

Uma informação importante dentro da medicina tradicional chinesa é o conceito de YIN e YANG. Neste conceito, todas as coisas, incluindo o corpo, são compostas de forças opostas chamadas de YIN e YANG. Desse modo, a saúde irá depender do equilíbrio destas forças. A medicina tradicional chinesa focaliza em manter o equilíbrio entre YIN-YANG para manter corpo e mente saudáveis e prevenir doenças.

Através da busca do equilíbrio entre o corpo, mente e espírito, os médicos da medicina tradicional chinesa procuram restaurar o QI, equilibrar o YIN-YANG e promover uma boa saúde.

Para o que a medicina tradicional chinesa é usada?

As pessoas usam medicina tradicional chinesa para tratar muitas doenças, desde asma e alergias a câncer e infertilidade. Os médicos chineses podem usar vários tipos de tratamentos para restaurar equilíbrio do QI.

As terapias da medicina tradicional chinesa incluem:

  • Acupuntura: utiliza finas agulhas de metal que são colocadas ao longo dos pontos dos meridianos do corpo.
  • Massagem por pressão: utiliza as mãos ou dedos para aplicar pressão direta a pontos localizados ao longo dos meridianos do corpo.
  • Ervas chinesas: trata-se de uma combinação de ervas, raízes, pós, ou substâncias animais (ex: pó de chifre de rinoceronte) que ajudam a restaurar o equilíbrio no corpo.
  • Ventosas: técnica que utiliza ar aquecido em jarros de vidro para criar sucção na pele em determinadas áreas do corpo para ajudar a estimular o QI.
  • Dieta: alimentos de YIN e YANG podem ajudar a restaurar o equilíbrio de YIN-YANG no corpo.
  • Massagem (“tui na”) em áreas específicas do corpo ou ao longo dos meridianos do corpo.
  • Moxabustão: utiliza pequenas quantidades de fibra de planta aquecida (moxa, ou mugwort chinês) em áreas específicas do corpo.
  • QI gong: usa movimentos, técnicas respiratórias e meditação.

O que a ciência diz a respeito da medicina tradicional chinesa?

Pesquisas realizadas na China e a nível mundial mostraram que medicina tradicional chinesa pode ser útil para alguns tipos de doenças.

Ao contrário da medicina ocidental, a medicina tradicional chinesa não segue um padrão para o tratamento de uma mesma doença em diferentes indivíduos.

Por exemplo, na prática médica ocidental, indivíduos diferentes podem ser tratados com um mesmo antibiótico para uma mesma infecção (amigdalite, por exemplo). Já na medicina tradicional chinesa, cada pessoa poderá receber um tratamento diferente para a uma mesma doença, dependendo do QI e do equilíbrio YIN-YANG.

Vários centros de pesquisas e institutos de saúde dos EUA, China e de todo o mundo têm estudado sobre as terapias da medicina tradicional chinesa, visando avaliar seus riscos e benefícios.

A acupuntura foi a técnica mais estudada, sendo aceita como terapia para certas condições de saúde.

Acupuntura:

A acupuntura pode ser utilizada como terapia complementar nos seguintes casos:

  • Tratamento de náuseas e vômitos causados pela quimioterapia, dor pós-cirúrgica ou gravidez.
  • Auxílio no tratamento de dependentes químicos.
  • Reabilitação neurológica.
  • Dores de cabeça.
  • Cólicas menstruais.
  • Tendinite de cotovelo.
  • Osteoartrite.
  • Dor lombar ou dor nas costas.
  • Síndrome do túnel do carpo.
  • Asma.

Em general, a acupuntura é segura quando feita por um médico acupunturista certificado.

A medicina tradicional chinesa é segura?

Assim como os medicamentos convencionais, os medicamentos herbáceos chineses também podem causar efeitos colaterais, desencadear reações alérgicas, ou interagir com outras medicações já em uso.

Antes de você usar qualquer terapia da medicina tradicional chinesa, conte ao seu médico sobre qualquer medicação receitada ou mesmo sobre o uso de determinadas ervas ou suplementos alimentares.

Sempre conte ao seu médico se você usa alguma terapia alternativa, como a chinesa, ou se pensa em combinar uma terapia alternativa com seu tratamento médico convencional.

Pode não ser seguro deixar de seguir um tratamento médico convencional e optar apenas por terapias alternativas, como a medicina tradicional chinesa, por exemplo.

Fonte: Banco de Saúde