Infarto agudo do miocárdio (IAM)

O Infarto agudo do miocárdio (IAM), conhecido popularmente como infarto do coração, enfarte ou ataque cardíaco, é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Muitas delas morrem ou têm problemas cardiológicos permanentes por não buscarem socorro médico de forma rápida. Atualmente existem excelentes tratamentos para o IAM, que podem salvar vidas e prevenir incapacidades físicas. No entanto, o tratamento é mais efetivo quando iniciado dentro da primeira hora de início dos sintomas.

Infarto Agudo do Miocárdio – Artigo Completo – Saiba Mais!

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Maconha aumenta o risco de infarto e derrame

Usuários de maconha estão sobre sério risco para doenças cardiovasculares.

Fumar maconha resulta em alterações na corrente sanguínea que podem colocar usuários crônicos em risco de desenvolver sérios problemas cardiovasculares, tais como infarto e derrame cerebral.

De acordo com uma pesquisa publicada em maio de 2008 no jornal Molecular Psychiatry, a substância ativa da maconha, o THC, leva o organismo a produzir de forma exagerada uma proteína chamada ApoC-111, que está ligada a altos níveis de triglicerídeos no sangue.

Os triglicerídeos, assim como o colesterol são tipos de gorduras que circulam na corrente sanguínea. Níveis elevados destas gorduras causam o entupimento e a inflamação dos vasos sanguíneos em um processo conhecido como [arteriosclerose].

Sabe-se que as drogas ilícitas, como a maconha, cocaina, crack e lsd são um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, sendo que a maconha é a droga mais utilizada.

Muitos estudos já foram produzidos mostrando os malefícios do cigarro e do álcool. No entanto esta pesquisa mostra que a maconha, além de provocar prejuízos cognitivos, estende seus danos aos vasos sanguíneos do coração e do cérebro.

Na pesquisa, o medico e cientista Jean Lud Cadet e sua equipe no Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas em Baltimore, EUA, analizaram amostras de sangue de 18 usuários regulares de maconha e comparam com 24 não usuários. Eles descobriram que o grupo de usuários crônicos tinha níveis significativamente mais elevados de ApoC-111.

A conclusão dos pesquisadores foi que a maconha, em especial o THC, seu princípio ativo tem um papel significativo nos problemas cardíacos e cerebrais observados no usuários crônicos de maconha.

Referências:
Jayanthi, S. Heavy marijuana users show increased serum apolipoprotein C-III levels: evidence from proteomic analyses. Molecular Psychiatry, published online May 13, 2008.

Infarto Agudo do Miocárdio

Infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como infarto do coração, é responsável por mais de 12 milhões de mortes todos os anos.

O que é?
É a interrupção do fluxo de sangue para o próprio coração. As coronárias são artérias que levam o sangue oxigenado para que o músculo cardíaco funcione, quando estas artérias são entupidas o coração sofre um infarto.

Como rastrear?
O principal sintoma do infarto é a dor, cujas características são:
• Dor em aperto no peito na altura do coração,
• Pode irradiar-se para ombro, braço esquerdo ou estômago,
• Pode ser acompanhada de suores frios, falta de ar, inquietação, palpitações, náuseas ou vômitos.
Se uma pessoa apresentar este conjunto de sintomas, não necessariamente todos juntos, é importante procurar um atendimento médico hospitalar de emergência. Quanto mais rápido, maiores as chances de sobrevivência e recuperação.

Como prevenir?
Mais de 80% dos infartos do coração podem ser prevenidos. A organização mundial da saúde cita 03 fatores ligados ao estilo de vida como fatores de risco para o infarto:
• O hábito de fumar
• A alimentação não saudável
• O sedentarismo

Estes fatores levam ao desenvolvimento de doenças que estão diretamente ligadas ao infarto do coração:
• Hipertensão arterial (pressão alta)
• Diabetes (excesso de açúcar no sangue)
• Dislipidemia (excesso de colesterol no sangue)

Como tratar?
A melhor maneira de tratar do infarto agudo do miocárdio é realmente prevenir-se dele. Mas se isto não foi possível, então o diagnóstico precoce quando se procura o serviço de emergência prontamente é a melhor maneira de evitar seqüelas mais graves ou até a morte.
Referências :
1. III Diretriz sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq. Bras. Cardiol. volume 83, Suplemento IV, Set/2004.

Gordura Trans: Veja a ficha completa deste inimigo Nº 1 do coração

Gordura Trans

O que são gorduras trans?
As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

Para que servem as gorduras trans?
As gorduras trans formadas durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.

Esse tipo de gordura faz mal para a saúde?
Sim. O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar:
1) Aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim – LDL-colesterol.
2) Redução dos níveis de colesterol bom – HDL-colesterol.
É importante lembrar que o aumento do colesterol aumenta o risco de arteriosclerose, infarto do coração e derrame cerebral. No caso da gordura trans, além de aumentar o colesterol total e o mal colesterol (LDL), ela reduz o bom colesterol (HDL), o que aumenta ainda mais os riscos e perigos à saúde.

Gordura hidrogenada é o mesmo que gordura trans?
Não. O nome gordura trans vem da ligação química que a gordura apresenta, e ela pode estar presente em produtos industrializados ou produtos in natura, como carnes e leites. A gordura hidrogenada é o tipo específico de gordura trans produzido na indústria.

Quais alimentos são ricos em gordura trans?
A maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados – como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes.

Como é possível controlar o consumo da gordura trans?
A leitura dos rótulos dos alimentos permite verificar quais alimentos são ou não ricos em gorduras trans. A partir disso, é possível fazer escolhas mais saudáveis, dando preferência àqueles que tenham menor teor dessas gorduras, ou que não as contenham. As indústrias têm até julho de 2006 para adequarem os rótulos de seus produtos.

Como deve ser declarado o valor de gorduras trans nos rótulos dos alimentos?
O valor deve ser declarado em gramas presentes por porção do alimento, conforme tabela. A porcentagem do Valor Diário de ingestão (%VD) de gorduras trans não é declarada porque não existe requerimento para a ingestão destas gorduras. Ou seja, não existe um valor que deva ser ingerido diariamente. A recomendação é que seja consumido o mínimo possível.

Como posso saber se o alimento é rico em gordura trans?
Para saber se o alimento é rico em gordura trans basta olhar a quantidade por porção dessa substância. Não se deve consumir mais de 2 gramas de gordura trans por dia.
É importante também verificar a lista de ingredientes do alimento. Através dela é possível identificar a adição de gorduras hidrogenadas durante o processo de fabricação do alimento.

Pode ser utilizado o claim (alegação)”livre de gorduras trans” nos rótulos dos alimentos?
Sim, desde que o alimento pronto para consumo atenda às seguintes condições: – máximo de 0,2g de gorduras trans por porção; e – máximo de 2g de gorduras saturadas por porção. Os termos permitidos para fazer este claim são: “não contém…”, “livre…”, “zero…”, “sem…”, “isento de…” ou outros termos permitidos para o atributo “Não contém” da Portaria SVS nº 27/98. Não podem ser utilizados outros atributos para gordura trans.

Fonte: Anvisa

Risco cardiovascular: Faça o seu cálculo aqui!

Esta ferramenta gratuita de cálculo de risco cardiovascular foi desenvolvida pelos estudos de Framinghan para estimar o risco de desenvolver graves doenças coronarianas (Infarto do Coração e Obstrução Coronariana) pelos próximos 10 anos. Esta ferramenta foi desenhada para estimar o risco cardiovascular em adultos maiores de 20 anos, que não tenham doenças do coração ou diabetes.

Utilize o link abaixo para estimar o seu risco de desenvolver doenças coronarianas graves pelos próximos 10 anos:

Clique aqui e calcule o seu risco! Caso tenha dúvidas com relação aos termos em inglês, veja a tradução abaixo:

Age = Idade / Years = Anos

Gender = Gênero ou Sexo / Female = Feminino / Male = Masculino

Total Cholesterol = Colesterol Total

HDL Cholesterol = Colesterol HDL (O HDL também é chamado de “Bom” colesterol)

Smoker = Fumante /No = Não /Yes = Sim

Systolic Blood Pressure = Pressão Arterial Sistólica (é a pressão “máxima” na linguagem popular – Exemplo: pressão de “14/9” significa que a pressão sistólica é 140 (máxima) e a pressão diastólica (mínima) é de 90. Na verdade, o termo correto é dizer que a pressão arterial é de 140/90mmHg (mmHg = milímetros de mercúrio), e não 14/9. Neste exemplo, devo colocar 140 para fazer o cálculo, e não 14.

Currently on any medication to treat high blood pressure = Atualmente você utiliza alguma medicação para tratar a hipertensão arterial ou “pressão alta”? / No = Não / Yes = Sim

Calculate 10-year risk = Calcule seu risco em 10 anos (apertando esta tecla, o cálculo do risco será feito automaticamente)

Depois que for feito o cálculo, poderemos ter os seguintes novos termos em inglês:

Risck Score = Valor do Risco

Less than = Menor que

Greater than = Maior que

Observações:

Para ser considerado fumante, basta ter fumado pelo menos um cigarro no mês passado.

Com relação ao colesterol total e HDL, o ideal é que o valor a ser calculado fosse uma média dos dois últimos resultados obtidos.

O valor da pressão arterial sistólica a ser calculado é aquele obtido no momento do cálculo, mesmo que a pessoa esteja utilizando medicação anti-hipertensiva (remédios para baixar a pressão).

Dúvidas ou sugestões? Deixem aqui seus comentários.

Dr. Henrique Braga
www.neurologistadf.com