Governo anuncia atenção especial à saúde do homem

Depois de promover programas para idosos, adolescentes, crianças e mulheres, o Ministério da Saúde dará agora atenção especial à saúde do homem. Pesquisa iniciada há três meses, que contou com a participação de médicos de todo o país, antropólogos, psicólogos e representantes de universidades e organizações da sociedade civil, identificou as cinco áreas em que se verifica maior número de mortes entre homens: psiquiatria, urologia, cardiologia, pneumologia e gastroenterologia.

O foco da pesquisa foi a faixa etária considerada produtiva: homens com idade entre 25 e 59 anos. Nesses grupos, câncer de pulmão, infarto do miocárdio, câncer de próstata, disfunções sexuais, acidentes de trânsito e agressões pessoais (suicídio) e a terceiros são as causas de morte que mais aparecem atenção.

Segundo o coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Ricardo Cunha Cavalcante, tais dados vão possibilitar ações de combate a esses problemas. “Estamos em negociação com a Uerj [Universidade do Estado do Rio de Janeiro] para fazer um projeto piloto de atendimento à saúde do homem. Teríamos uma visão prática ligada a uma universidade e teríamos a possibilidade de investigar, na prática, o que podemos ajustar para o restante do país.”

De acordo com a pesquisa, o câncer de próstata é o que mais mata e o de pulmão, o mais diagnosticado. A pesquisa mostrou que 49% dos homens sofrem de disfunção erétil. ”Obviamente, se as coisas não vão bem no campo de vista sexual, esse homem não tem condições normais e psicológicas de fazer o seu trabalho continuar dentro dos princípios da normalidade e da produtividade”, afirmou Cavalcante.

A Política Nacional da Saúde do Homem vai ser lançada no dia 11 de agosto pelo presidente Luiz Inácio da Silva e pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Ele informou que a pequisa sore as causas de morte entre os homens já foi concluída. A próxima fase é elaborar a Política Nacional de Saúde do Homem e encaminhá-la ao presidente da República e ao Ministro da Saúde.

Cavalcante disse que o trabalho envolverá também instituições do Grupo S – Serviços Sociais da Indústria (Sesi), do Comércio (Sesc) e de Aprendizagem Industrial (Senai), entre outros. “Estamos ainda em negociações muito primárias com o Grupo S, sobretudo com o Sesi, para que a gente possa fazer isso. Vamos tentar verificar junto aos sindicatos e procurar divulgar a política nacional, para que ela possa ser implementada em todo o território nacional ainda neste governo.”

Fonte: Agência Brasil

Repórter Cristiane Marques

Começa amanhã em 30 cidades brasileiras mutirão contra a hepatite C

Como parte das comemorações pelo Dia Internacional das Hepatites, amanhã (18 de maio) e na segunda-feira (19 de maio), será realizado em Brasília e mais 29 cidades brasileiras, um mutirão contra a hepatite C.

De acordo com a assessoria de imprensa da farmacêutica Roche, organizadora do evento em parceria com centros de saúde, o evento visa conscientizar a população sobre os perigos da doença.

Segundo o infectologista do Programa de Hepatites Virais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Davi Urbaez, a infecção pelo vírus da hepatite C é uma bomba relógio na saúde pública brasileira.

“A hepatite é uma infecção silenciosa [raramente apresenta sintomas]. Existe uma grande quantidade de portadores que não têm conhecimento da doença e só percebem quando chegam a complicações graves”, alerta o médico.

Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que cerca de 180 milhões de pessoas em todo mundo estão infectadas pelo vírus da hepatite B e C.

No Brasil, cerca de cinco milhões de pessoas podem estar contaminadas pelo vírus. “Em termos de números de pessoas, o vírus da hepatite ganha do vírus da Aids de lavada”, disse Urbaez.

Em Brasília os exames rápidos para diagnostico da hepatite C serão realizados na Feira da Ceilândia e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Rodoviária do Plano Piloto.

A resposta da analise é imediata, e se caso a pessoa apresentar resultado positivo, será encaminhada automaticamente para atendimento médico.

O projeto de conscientização sobre a doença já existe no todo o mundo, e este ano mais de 40 países participam do mutirão.

Comissão de Seguridade Social aprova licença maternidade de seis meses

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou hoje (14) o projeto de lei que estende o prazo da licença maternidade de quatro para seis meses. Pelo projeto, a concessão dos 60 dias a mais é opcional, mas as empresa que concederem o benefício às trabalhadoras terão isenção em alguns impostos.

A norma prêve ainda que as trabalhadoras precisam requerer a licença até o final do primeiro mês após o parto para terem acesso ao benefício. A proposta ainda precisa ser analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e também pela de Constituição e Justiça. Depois o projeto segue para o Senado, Casa de origem da matéria.

O projeto, protocolado pela senadora Patrícia Saboya (PDT/CE), começou a tramitar em 2005, a pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBD), autora da norma.

A aprovação da matéria, por unanimidade, deixou os membros SBP ainda mais confiantes. De acordo com o presidente da SBP, Dioclécio Campos Jr, a expectativa é de que até o final de junho a norma seja sancionada. “Nosso projeto tem muita relação com os princípios e natureza dessa comissão. Com o texto aprovado, damos mais um passo para a construção de pilares cada vez mais fortes para a família brasileira”.

Saiba um pouco mais sobre a vacina contra a gripe

A vacina
A vacina contra a gripe é produzida com base nas três cepas (subtipo de vírus) de maior circulação no Hemisfério Sul. Essa combinação eleva a capacidade de proteção da vacina. A vacina leva duas semanas para produzir efeito e deve ser tomada todos os anos. Os vírus presentes na vacina estão mortos e não podem se reproduzir e provocar a doença. Isto significa que a vacina não causa gripe.

Só não podem ser vacinados aqueles que têm um quadro raríssimo de alergia comprovada à proteína do ovo, uma vez que a dose é produzida em embriões de galinha.

A doença
A gripe é considerada uma das doenças infecciosas que mais preocupam as autoridades sanitárias no Brasil e no mundo. No último século, ocorreram três pandemias (epidemia em escala mundial) responsáveis por mais de 50 milhões de mortes, problemas sociais e perdas econômicas: a Gripe Espanhola (1918), a Gripe Asiática (1957) e a Gripe de Hong Kong (1968). Especialistas acreditam que uma nova pandemia poderá acontecer nos próximos anos, provocando milhões de casos da doença. A característica mutável do vírus influenza, causador da gripe, reforça esta hipótese.

A forma e a gravidade da gripe variam muito. Seus principais sintomas são febre, calafrios e mal estar generalizado, freqüentes nos primeiros dias. A rinite e a faringite também podem ocorrer. Quando os sintomas iniciais diminuem, aparecem problemas respiratórios, como dor de garganta, tosse seca, coriza e congestão nasal.

Neste ano, a campanha de vacinação contra a gripe para o idoso começa em 26 de abril e se estenderá até o dia 9 de maio, em todo o Brasil.

Fonte: Ministério da Saúde.

campanha de vacinação do idoso 2008