Os brasileiros são os mais otimistas do mundo

Pesquisa feita com 132 países revelou que os brasileiros, apesar de não estarem confortáveis com o presente, acreditam no futuro.

O estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e desenvolvido pelo Gallup World Poll no ano de 2006, mostrou que os brasileiros são as pessoas mais otimistas em relação aos próximos 5 anos de vida.

Considerando uma escala que vai de 0 a 10, o índice de Felicidade Futura (IFF) do brasileiro possui uma média de 8,78, seguido pelos Venezuelanos (8,52) e pelos Dinamarqueses (8,51).

Entre os jovens de 15 a 29 anos, os resultados brasileiros foram ainda mais expressivos, pois eles atingiram média de 9,29, seguidos pelos americanos (9,11) e pelos Venezuelanos (8,87).
Em relação ao presente a expectativa nacional não demonstrou bons resultados. No ranking que foi liderado pela Dinamarca, o Brasil ficou em 23ª lugar.

Especialistas atribuem os bons resultados da pesquisa feita com os jovens às condições econômicas brasileiras nos últimos quatro anos. Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia (CPS/Ibrea) da FGV, explicou que desde 1992 há um aumento substancial nos anos de estudo dos jovens entre 15 e 29 anos.

Esse fato começou a refletir no crescimento dos rendimentos do país a partir de 2004. Isso aconteceu porque aquela pessoa que estava na escola investindo na sua educação, agora começou a entrar no mercado de trabalho. O que aumenta os índices de expectativas positivas dos jovens para o futuro.

Fonte: Banco de Saúde – Notícias

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Aula sobre Felicidade é a mais popular da Universidade de Harvard

Felicidade é o tema chave da aula que o Psicólogo “Tal Ben-Shahar” ministra na Universidade de Harvard. Ele ensina a 1.400 alunos por semestre a serem mais felizes. Felicidade já é a aula mais famosa e frequentada em Havard, superando as aulas de economia, que por décadas sempre estiveram na liderança.O curso inclui tarefas convencionais, como leitura e provas, mas seu diferencial é o estímulo para que os alunos apliquem teorias ao próprio bem-estar.

Essa inovação tem haver com a atual tendência onde trabalhadores e empresários buscam a qualidade de vida e felicidade, mais do que o alto padrão econômico que poderiam ter. Sahar não subestima a importância do sucesso ou da ambição. Ele só ajuda as pessoas a identificar áreas nas quais desejam concentrar seus esforços.

Eis alguns conselhos de Ben-Shahar que não vão mudar sua vida, mas podem ajudar um bocado:

1- Dê-se permissão para ser humano. Ao aceitarmos as emoções – como medo, tristeza e ansiedade – como naturais, fica mais fácil superá-las. Rejeitar nossas emoções positivas ou negativas leva à frustação e infelicidade.

2 – Seja no trabalho ou em casa, o objetivo é envolver-se em atividades que tenham significado pessoal e que sejam prazerosas.

3 – Tenha em mente que felicidade depende, sobretudo, do nosso estado de espírito, não do nosso status ou do tamanho da nossa conta bancária.

4 – Simplifique. Em geral,tentamos fazer mais e mais atividades em um tempo cada vez menor. Quantidade influencia qualidade, e nós comprometemos a nossa felicidade tentando fazer demais.

5 – Lembre da conexão mente e corpo. O que fazemos ou não fazemos com o nosso corpo, influencia nossa mente. Exercícios regulares, sono adequado e hábitos de alimentação saudáveis conduzem à saúde física e mental.

6 – Expresse gratidão sempre que possível. Frequentemente não damos o devido valor às coisas que nos rodeiam. Aprenda a apreciar e saborear as coisas maravilhosas da vida, das pessoas à comida, da natureza aos sorrisos.

Será que a busca da felicidade tem consequências para as empresas? Shahar responde que a felicidade, a qualidade de vida e o bem-estar dos empregados tornaram-se ainda mais importantes para o sucesso das companhias. Isso sempre foi verdade. Agora, pode ter se tornado prioridade.

Fonte: Revista Época Negócios – Dezembro/2007

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Qualidade de vida

Qualidade de vida: Um conceito moderno para felicidade?

Pursuit of happiness

Entende-se por qualidade de vida (QV), segundo a Organização Mundial da Saúde, a percepção do indivíduo tanto de sua posição na vida, no contexto da cultura e nos sistemas de valores nos quais se insere, como em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações.

É um amplo conceito de classificação, afetado de modo complexo pela saúde física do indivíduo, pelo seu estado psicológico, por suas relações sociais, por seu nível de independência e pelas suas relações com as características mais relevantes do seu meio ambiente.

É, portanto, um termo amplo que concentra as condições que são fornecidas ao indivíduo para viver como ele pretende.

Interessante notar que o conceito de qualidade de vida tem como pré-requisito a percepção individual, tal como o conceito de felicidade.

Ao longo dos séculos a idéia de felicidade tem sido vista, muitas vezes, como um estado de satisfação que é de responsabilidade dos próprios homens e nasce das relações. No ocidente esse conceito foi se constituindo com a filosofia grega: segundo Tales de Mileto (625 a.C), é sábio quem tem corpo são, fortuna e alma bem educada, e para Aristipo felicidade é o sistema de prazeres particulares do qual se somam satisfações passadas, presentes e futuras.

Seleção natural

Do ponto de vista biológico, em especial do ponto de vista da seleção natural, a busca pela felicidade pode estar correlacionada a pelo menos três aspectos que conferiram vantagens competitivas na evolução humana.

O primeiro é a adaptação: O ser humano possui grande capacidade de se adaptar a condições adversas. Quando exposto a uma situação desagradável, tal como um ruído de forma constante, acaba por se adaptar e por vezes até mesmo deixa perceber-lo. Infelizmente, a habituação também se aplica a aspectos positivos da vida também- afinal, não importa quão agradável é uma experiência no começo, se tornar-se uma constante o indivíduo acostuma-se a ela, e seu valor diminui.

O segundo é a tendência a perceber o negativo de forma mais rápida que o positivo: Os primeitos Homo sapiens que percebiam os aspectos negativos mais rapidamente tinham provavelmente uma chance maior de escapar de ameaças e sobreviver.

Por fim, outro aspecto da natureza humana impede que o indivíduo alcance a satisfação: Uma sensação de que a vida estaria melhor se algo mais fosse possuído, alcançado ou conquistado. É fácil compreender como os primeiros humanos que nunca estavam acomodados tinham vantagens sobre os pares satisfeitos.

A busca pela felicidade: Benditos desafios

QV envolve fatores relacionados com a saúde, tais como, o bem-estar físico, psicológico, emocional e mental, mas também elementos não relacionados, como a família, amigos, emprego ou outras circunstâncias da vida.

É possível encarar o conceito de qualidade de vida como um fator para a busca da felicidade, e por isto um fator sempre individual, no entanto passível de ser medido ou avaliado para que o indivíduo concretize sua busca.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu um instrumento (questionário) para aferir a Qualidade de Vida, trata-se do WHOQOL (World Health Organization Quality of Life) que possui duas versões validadas para o português, o WHOQOL – 100 (composto por 100 questões) e o WHOQOL – Breve, composto por 26 questões. O WHOQOL – 100 é composto por seis domínios: o físico. o psicológico, o do nível de independência, o das relações sociais, o do meio ambiente e o dos aspectos religiosos. O WHOQOL BREVE é composto por quatro domínios: o físico, o psicológico, o das relações sociais e o do meio ambiente.

Um contraponto para medir a felicidade é algo mais difícil. Também é difícil buscar correlações de fatores que propiciam maior felicidade. Pesquisas de bases populacionais no decorrer de décadas já mostraram que dinheiro, realmente não traz felicidade.

No entanto, o dinheiro ou condições socioeconômicas podem repercutir na melhoria de diversos fatores avaliados pelo conceito de qualidade de vida. Em seguida cada indivíduo terá em suas mãos a responsabilidade de transformar qualidade de vida em felicidade pessoal.

Pesquisas apontam para um ponto em comum àqueles que se consideram mais feliz: a capacidade de focar no presente, buscar desafios e desfrutar experiências de fluxo.

Fluxo é definido como um conjunto de experiências inerentemente interessantes e motivadoras para um indivíduo que se sente absorvido por elas. A vivência não é considerada enfadonha ou frustrante, e é desafiadora o bastante para exigir atenção completa da pessoa.

A partir do exposto, pode-se concluir que qualidade de vida não é uma medida de felicidade, mas pode indicar os fatores nos quais os indivíduos assentam sua procura pessoal e particular para este estado de busca que é universal em todas as culturas humanas.

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Dr. José Hamilton

www.medicopsiquiatra.com