Estresse: Aprenda a reconhecê-lo para administrá-lo!

Atualmente o estresse é a condição mental mais comumente observada na prática médica, seja em ambulatórios, hospitais ou na medicina do trabalho.
O estresse sempre fez parte da existência humana, sendo necessário ao nosso organismo para adaptar-se e reagir a mudanças, dando possibilidades para tomadas de atitudes em busca de melhorias para si e para o próprio ambiente.
Mas nem sempre o estresse é algo benigno. Passa a ser nocivo quando é mal administrado, quando se torna duradouro ou quando supera a capacidade de adaptação e reação do indivíduo.

O que é estresse?
Estresse não é um diagnóstico, doença, ou síndrome. Estresse é um conjunto de sintomas emocionais ou físicos, não específicos, que podem estar associados ou não a uma doença ou síndrome. A associação do estresse com uma determinada doença irá depender da vulnerabilidade individual; da intensidade, natureza e duração do estresse, além da capacidade do indivíduo em se adaptar ou modificar os recursos disponíveis em seu ambiente.

O que é um fator estressor?
Fator estressor é qualquer evento, acontecimento ou circunstância que exerça influência física, emocional ou mental em um indivíduo. Geralmente os fatores estressores estão relacionados ao convívio social e familiar, ambiente de trabalho, meio ambiente, condição de saúde e situação sócio-econômica do indivíduo, dente outros.

Quais são os sintomas do estresse?
Como já dito, os sintomas são inespecíficos. Podem ser de fundo psicológico como irritabilidade, redução da concentração e memória, insônia, isolamento, desânimo, apatia e emotividade acentuada. Já os sintomas de origem física estão relacionados ao cansaço, fadiga, dores pelo corpo, dores de cabeça, palpitações, quedas de cabelo, dentre outros.

Quais são as conseqüências do estresse?
Para algumas pessoas, o estresse pode causar doenças ou contribuir para uma deterioração da saúde física ou mental. Embora os estudos científicos não tenham chegado a um consenso definitivo, o estresse pode contribuir para o desenvolvimento de graves doenças como o derrame cerebral, infarto do coração, úlceras gástricas e até mesmo a síndrome do intestino irritável. Tudo irá depender da vulnerabilidade de cada indivíduo frente às situações de estresse.
Do ponto de vista psicológico, o estresse pode estar relacionado ao desenvolvimento de transtornos de ansiedade, síndrome do pânico e depressão.

Como tratar o estresse:
Existem diversas maneiras de tratar, aliviar ou administrar o estresse. Dentre as principais, podemos citar:
– Terapias cognitivas e comportamentais: trata-se de um trabalho feito por psicólogos que visa orientar o indivíduo sobre a melhor maneira de administrar o estresse e os fatores estressores, administrar conflitos e resolver problemas.
– Técnicas de relaxamento, como a meditação, por exemplo.
– Prática de atividades físicas regulares.
– Ter uma alimentação saudável.
– Oficinas de estresse para o ambiente de trabalho.
– Em alguns casos, por determinado período, o uso de medicamentos pode ser necessário. Nestes casos, o médico sempre deve ser procurado.

Conclusão:
Combater o estresse não é uma tarefa fácil. Muitas vezes iremos precisar da ajuda de familiares, amigos e colegas de trabalho, principalmente quando a resolução de um fator estressor depende do envolvimento de várias pessoas. Diante disto, a melhor forma de lidarmos com tais situações de estresse é adotarmos hábitos de vida saudáveis com uma boa dieta e a prática atividades físicas regulares, de forma a preparar melhor nosso organismo para os desafios do dia-a-dia.

“A coexistência nos foi imposta, mas a convivência deve ser trabalhada.”
Dr. Júlio Sanderson.

Edição e Texto:
Dr. Henrique Braga.

Referências:

Stress-related conditions. Elk Grove Village (IL): American College of Occupational and Environmental Medicine (ACOEM); 2004. 27 p.

Work Loss Data Institute; 2007 Apr 12. 153 p.

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Estresse é o inimigo dos fumantes. Pesquisa inédita revela este fato!

Tabagismo X Produtividade

O Setor de Psicologia do HCor – Hospital do Coração realizou um estudo inédito e identificou os fatores mais freqüentes da recaída no tratamento de fumantes. Durante a pesquisa foram avaliados 61 pacientes fumantes e o resultado apontou que os motivos mais freqüentes para a recaída são estresse (62%) e ansiedade (19%).

Segundo Silvia Cury Ismael, chefe do Setor de Psicologia do HCor, durante a pesquisa foi detectado que o fumante não pode ser tratado apenas com medicação. “Conseguimos verificar que o apoio psicológico é fundamental ao paciente fumante. A conclusão do estudo apresenta um aumento de 20% no sucesso do tratamento em relação ao uso de medicamentos – isto mostra que o fumante não pode ser apenas tratado do ponto de vista físico, mas também do psicológico”, esclarece Silvia.

Além disso, o estudo revela que se o paciente nunca tentou parar de fumar e usa o cigarro como estimulante, ele tem até seis vezes mais chances de recaída. Já no grupo de pacientes insatisfeitos com questões pessoais, o índice de recaída é cinco vezes maior. Um dado alarmante é que estudos realizados revelavam que os jovens começavam a fumar antes dos 19 anos, mais freqüentemente entre 10 e 15 anos, principalmente por influência de pais fumantes e amigos.

Fatores de risco para a recaída:
• maior número de anos que o paciente fuma;
• menor número de cigarros fumados por dia;
• morar com outros fumantes;
• menor teor de nicotina do cigarro;
• menor freqüência nas sessões do tratamento.

Motivos para o paciente fumar:
• Estimulação externa
• Entusiasmo
• Dificuldade de ficar sem fumar em locais proibidos
• Ter dó de si mesmo
• Insatisfação no trabalho
• Insatisfação em relação à vida sexual

Dr. José Hamilton
PROMOVIDA Gestão de Saúde e Produtividade