Maconha aumenta o risco de infarto e derrame

Usuários de maconha estão sobre sério risco para doenças cardiovasculares.

Fumar maconha resulta em alterações na corrente sanguínea que podem colocar usuários crônicos em risco de desenvolver sérios problemas cardiovasculares, tais como infarto e derrame cerebral.

De acordo com uma pesquisa publicada em maio de 2008 no jornal Molecular Psychiatry, a substância ativa da maconha, o THC, leva o organismo a produzir de forma exagerada uma proteína chamada ApoC-111, que está ligada a altos níveis de triglicerídeos no sangue.

Os triglicerídeos, assim como o colesterol são tipos de gorduras que circulam na corrente sanguínea. Níveis elevados destas gorduras causam o entupimento e a inflamação dos vasos sanguíneos em um processo conhecido como [arteriosclerose].

Sabe-se que as drogas ilícitas, como a maconha, cocaina, crack e lsd são um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, sendo que a maconha é a droga mais utilizada.

Muitos estudos já foram produzidos mostrando os malefícios do cigarro e do álcool. No entanto esta pesquisa mostra que a maconha, além de provocar prejuízos cognitivos, estende seus danos aos vasos sanguíneos do coração e do cérebro.

Na pesquisa, o medico e cientista Jean Lud Cadet e sua equipe no Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas em Baltimore, EUA, analizaram amostras de sangue de 18 usuários regulares de maconha e comparam com 24 não usuários. Eles descobriram que o grupo de usuários crônicos tinha níveis significativamente mais elevados de ApoC-111.

A conclusão dos pesquisadores foi que a maconha, em especial o THC, seu princípio ativo tem um papel significativo nos problemas cardíacos e cerebrais observados no usuários crônicos de maconha.

Referências:
Jayanthi, S. Heavy marijuana users show increased serum apolipoprotein C-III levels: evidence from proteomic analyses. Molecular Psychiatry, published online May 13, 2008.

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Acidente Vascular Cerebral

Acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como derrame cerebral, é responsável por mais de 12 milhões de mortes todos os anos.

O que é?
É a interrupção do fluxo de sangue para o cérebro. As artérias levam sangue oxigenado até o cérebro para que ele funcione, quando estas artérias são entupidas (ou se rompem) o cérebro sofre danos, chamados de acidente vascular.

Como rastrear?
Os sintomas geralmente têm início súbito ou evoluem rapidamente. Os principais sintomas de alerta são:

• Fraqueza muscular em um determinado membro ou parte do corpo de início súbito,
• Desvio da boca,
• Dormências em partes do corpo,
• Alterações da fala ou dificuldade para falar,
• Desmaios ou confusão mental,
• Dores de cabeças intensas e duradouras.

Se uma pessoa apresentar este conjunto de sintomas, não necessariamente todos juntos, é importante procurar um atendimento médico hospitalar de emergência. Quanto mais rápido, maiores as chances de sobrevivência e recuperação.

Como prevenir?
Mais de 80% dos derrames cerebrais podem ser prevenidos. A organização mundial da saúde cita 03 fatores ligados ao estilo de vida como fatores de risco para o acidente vascular cerebral:
• O hábito de fumar
• A alimentação não saudável
• O sedentarismo

Estes fatores levam ao desenvolvimento de doenças que estão diretamente ligadas ao derrame cerebral:
• Hipertensão arterial (pressão alta)
• Diabetes (excesso de açúcar no sangue)
• Dislipidemia (excesso de colesterol no sangue)

Como tratar?
A melhor maneira de tratar o derrame cerebral é realmente prevenir-se dele. Mas se isto não foi possível, então o diagnóstico precoce quando se procura o serviço de emergência prontamente é a melhor maneira de evitar seqüelas mais graves ou até a morte.
Referências :
1. Gagliardi RJ, Raffin CN, Fabio SRC. Tratamento da Fase Aguda do Acidente Vascular Cerebral. Academia Brasileira de Neurologia. Arq Neuropsiquiatr 2001; 59 ( 4 ): 972-980.
2. Avoiding heart attacks and strokes: don’t be a victim – protect yourself. World Health Organization 2005.

Gordura Trans: Veja a ficha completa deste inimigo Nº 1 do coração

Gordura Trans

O que são gorduras trans?
As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

Para que servem as gorduras trans?
As gorduras trans formadas durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.

Esse tipo de gordura faz mal para a saúde?
Sim. O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar:
1) Aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim – LDL-colesterol.
2) Redução dos níveis de colesterol bom – HDL-colesterol.
É importante lembrar que o aumento do colesterol aumenta o risco de arteriosclerose, infarto do coração e derrame cerebral. No caso da gordura trans, além de aumentar o colesterol total e o mal colesterol (LDL), ela reduz o bom colesterol (HDL), o que aumenta ainda mais os riscos e perigos à saúde.

Gordura hidrogenada é o mesmo que gordura trans?
Não. O nome gordura trans vem da ligação química que a gordura apresenta, e ela pode estar presente em produtos industrializados ou produtos in natura, como carnes e leites. A gordura hidrogenada é o tipo específico de gordura trans produzido na indústria.

Quais alimentos são ricos em gordura trans?
A maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados – como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes.

Como é possível controlar o consumo da gordura trans?
A leitura dos rótulos dos alimentos permite verificar quais alimentos são ou não ricos em gorduras trans. A partir disso, é possível fazer escolhas mais saudáveis, dando preferência àqueles que tenham menor teor dessas gorduras, ou que não as contenham. As indústrias têm até julho de 2006 para adequarem os rótulos de seus produtos.

Como deve ser declarado o valor de gorduras trans nos rótulos dos alimentos?
O valor deve ser declarado em gramas presentes por porção do alimento, conforme tabela. A porcentagem do Valor Diário de ingestão (%VD) de gorduras trans não é declarada porque não existe requerimento para a ingestão destas gorduras. Ou seja, não existe um valor que deva ser ingerido diariamente. A recomendação é que seja consumido o mínimo possível.

Como posso saber se o alimento é rico em gordura trans?
Para saber se o alimento é rico em gordura trans basta olhar a quantidade por porção dessa substância. Não se deve consumir mais de 2 gramas de gordura trans por dia.
É importante também verificar a lista de ingredientes do alimento. Através dela é possível identificar a adição de gorduras hidrogenadas durante o processo de fabricação do alimento.

Pode ser utilizado o claim (alegação)”livre de gorduras trans” nos rótulos dos alimentos?
Sim, desde que o alimento pronto para consumo atenda às seguintes condições: – máximo de 0,2g de gorduras trans por porção; e – máximo de 2g de gorduras saturadas por porção. Os termos permitidos para fazer este claim são: “não contém…”, “livre…”, “zero…”, “sem…”, “isento de…” ou outros termos permitidos para o atributo “Não contém” da Portaria SVS nº 27/98. Não podem ser utilizados outros atributos para gordura trans.

Fonte: Anvisa