Chocolate meio-amargo reduz colesterol

Estudo publicado recentemente sugere que o consumo de chocolate meio-amargo pode ajudar na redução do colesterol.

Uma pesquisa das universidades de L’Aquila, na Itália, e Tufts, em Boston, que foi publicada na revista científica Journal of Nutrition concluiu que a ingestão de alguns gramas de chocolate meio-amargo enriquecido por dia, durante 2 semanas, ajuda a reduzir os risco de doenças cardíacas.

Segundo os estudiosos a ação benéfica vem de compostos chamados flavonóides presentes no cacau, principal ingrediente do chocolate. Acredita-se que os flavonóides aumentam a produção de óxido nítrico, substância que relaxa e dilata as artérias.

A pesquisa foi desenvolvida com a ajuda de 19 participantes, 11 homens e 8 mulheres, sendo que todos apresentavam problemas de pressão alta e resistência à insulina.

As pessoas foram divididas em dois grupos, os que comeram100 gramas de chocolate meio-amargo diariamente durante 2 semanas tiveram uma queda na pressão sanguínea.
O outro consumiu 100 gramas de chocolate branco durante o mesmo período, mas seu participantes não apresentaram melhoras quanto a pressão arterial.

Outros estudos já haviam mostrado os benefícios do chocolate para o coração. O que essa pesquisa traz de inovador é a demonstração de que esses benefícios acontecem já a curto prazo

Os cientistas alertam que a dieta sugerida envolve apenas chocolates enriquecidos, pouco gordurosos e ricos em flavonóides.

Fonte: Banco de Saúde – Notícias

Tudo sobre proteinas

Tudo sobre proteinas

Proteínas e seu papel da dieta estão sempre em evidência, seja para perder ou ganhar peso. Aqui estão reunidas informações atualizadas para descobrir onde estão as melhores fontes de proteínas e como utilizá-las em uma dieta saudável.

O que são proteinas?

Conceito: Proteínas são moléculas formadas por imensas cadeias de aminoácidos.  Existem 20 tipos de aminoácidos diferentes, sendo que o ser humano é capaz de produzir 10 tipos, os outros restantes devem ser obtidos a partir da dieta (chamados aminoácidos essenciais). Se a dieta não oferecer a quantidade suficiente de aminoácidos essenciais, o corpo entra em processo de degradação de proteínas.

Proteínas são encontradas em todo corpo – músculos, ossos, pele, cabelo e virtualmente qualquer órgão ou tecido.

As proteínas participam do funcionamento do corpo basicamente de duas formas:

  • Como componentes estruturais: formando estruturas como ossos, músculo e pele.
  • Como componentes funcionais: como enzimas que catalisam as reações químicas do organismo.

Metabolismo e digestão das proteínas:

O sistema digestivo lida com todas as proteínas basicamente da mesma maneira: quebrando-as em moléculas simples, ou seja, em aminoácidos, para que possam ser absorvidas através da mucosa digestiva até a corrente sanguínea.

Uma vez na corrente sanguínea, o aminoácido é absorvido pelas células do corpo, onde irão fazer parte de estruturas, enzimas ou até mesmo serem convertidos em energia (açúcar ou gordura) se estiverem em excesso.

As proteínas e a dieta:

Proteínas não são todas iguais. Algumas proteínas contêm todos os aminoácidos essenciais ao metabolismo. Este tipo é chamado de proteína completa. Proteínas de origem animal tendem a ser completas.

Indivíduos vegetarianos devem observar este quesito, procurando ingerir uma variedade maior de alimentos para compor todos os aminoácidos, visto que as proteínas de origem vegetal tendem a ser incompletas.

Proteínas de origem animal e vegetal provavelmente têm o mesmo efeito na saúde, desde que forneçam as quantidades de aminoácidos essenciais necessárias.

Estudos provaram que dietas ricas em proteínas e pobre em carboidratos são mais eficientes para perder peso, pelo menos em curto prazo.

Isto pode acontecer por 03 motivos:

  • Peixes, aves, feijão e carnes lentificam o movimento da comida entre o estômago e os intestinos, aumentando a saciedade.
  • Proteínas não provocam elevações e quedas repentinas na glicose sanguínea.
  • O corpo gasta mais energia para digerir as proteínas.

Ainda assim, não existem estudos mostrando a segurança ou eficácia destas dietas em longo prazo.

Fontes alimentares de proteinas:

O mais importante é prestar atenção no que vem acompanhando as proteínas em cada fonte. Por exemplo, uma picanha suculenta fornece em torno 38 gramas de proteína, que vem acompanhada de 44 gramas de gordura, 16 delas saturadas, ou seja, gorduras ruins que prejudicam o organismo em vários aspectos.

A mesma quantidade de sardinha fornece 34 gramas de proteína, que vem acompanhada de 18 gramas de gordura, 04 delas saturada. Um concha de feijão tem 18 gramas de proteína, porém menos de 1 grama de gordura.

Diante disto, fontes vegetais de proteínas são excelentes escolhas, tais como feijão, soja, ervilha, castanhas, nozes, grãos e cereais inteiros.

As melhores fontes animais de proteínas são os peixes, seguido das aves.

O uso de carnes vermelhas deve ser feito com moderação. E o uso de carnes processadas e embutidas (salsicha, presunto, bacon) deve ser evitado para diminuir o risco de câncer de cólon.

Proteínas e o coração

Dietas ricas em proteínas, como a dieta do Atkins, foram apontadas como prejudiciais ao coração.

Mas na verdade, os estudos mostraram que o que importa é a gordura que acompanha as proteínas: mulheres que faziam dieta rica em proteínas de origem vegetal (com gorduras boas) e pobre em carboidratos tiveram uma redução de 30% na chance de doença cardiovascular.

Proteínas e diabetes

Pesquisas mostraram que mulheres que faziam dieta rica em proteínas de origem vegetal (com gorduras boas) e pobre em carboidratos tiveram uma redução mesmo que pequena na chance de desenvolver diabetes tipo 2.

Proteínas e câncer

Não existem evidências suficientes de que dietas ricas ou pobres em proteínas influenciam o risco de câncer.

Mas existem muitas evidências de que dietas com excesso de carne vermelha estão associadas a risco aumentado de câncer de intestino, assim como o uso de carnes embutidas e processadas.

Fonte: Banco de Saúde – Proteínas

Infarto Agudo do Miocárdio

Infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como infarto do coração, é responsável por mais de 12 milhões de mortes todos os anos.

O que é?
É a interrupção do fluxo de sangue para o próprio coração. As coronárias são artérias que levam o sangue oxigenado para que o músculo cardíaco funcione, quando estas artérias são entupidas o coração sofre um infarto.

Como rastrear?
O principal sintoma do infarto é a dor, cujas características são:
• Dor em aperto no peito na altura do coração,
• Pode irradiar-se para ombro, braço esquerdo ou estômago,
• Pode ser acompanhada de suores frios, falta de ar, inquietação, palpitações, náuseas ou vômitos.
Se uma pessoa apresentar este conjunto de sintomas, não necessariamente todos juntos, é importante procurar um atendimento médico hospitalar de emergência. Quanto mais rápido, maiores as chances de sobrevivência e recuperação.

Como prevenir?
Mais de 80% dos infartos do coração podem ser prevenidos. A organização mundial da saúde cita 03 fatores ligados ao estilo de vida como fatores de risco para o infarto:
• O hábito de fumar
• A alimentação não saudável
• O sedentarismo

Estes fatores levam ao desenvolvimento de doenças que estão diretamente ligadas ao infarto do coração:
• Hipertensão arterial (pressão alta)
• Diabetes (excesso de açúcar no sangue)
• Dislipidemia (excesso de colesterol no sangue)

Como tratar?
A melhor maneira de tratar do infarto agudo do miocárdio é realmente prevenir-se dele. Mas se isto não foi possível, então o diagnóstico precoce quando se procura o serviço de emergência prontamente é a melhor maneira de evitar seqüelas mais graves ou até a morte.
Referências :
1. III Diretriz sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq. Bras. Cardiol. volume 83, Suplemento IV, Set/2004.

Hipertensão Arterial

Hipertensão arterial sistêmica, conhecida popularmente como pressão alta, é uma doença que representa um fator de risco para doenças cardiovasculares responsáveis por mais de 37% das causas de morte no Brasil.

O que é?
Hipertensão arterial é a elevação da pressão arterial sanguínea acima de 140/90 mmHg, ou 14 por 09 em termos populares.

Na maior parte do tempo, a hipertensão arterial não apresenta sintomas ao indivíduo, por isto é chamada de doença silenciosa. Ainda assim a pressão alta causa diversos danos ao organismo, com deterioração da circulação em diversos órgãos tais como rins, coração, cérebro e olhos. Levando ao desenvolvimento de doenças como derrame cerebral e infarto do coração.

A prevenção e o controle adequado são essenciais para evitar tais complicações.

Como rastrear?
É importante que toda pessoa procure saber o nível de pressão arterial. Efetuando aferições pelo menos a cada 02 anos naquelas pessoas com pressão arterial normal.

As aferições ou medidas de pressão devem ser feitas por médico ou profissional de saúde treinado, respeitando as seguintes condições:

• O indivíduo deve estar sentado, com descanso de pelo menos 05 minutos.
• Não ter feito exercícios físicos, ingerido bebidas alcoólicas ou café, ou ter fumado há menos de 01 hora.
• Remover as roupas do braço onde a pressão será medida.
• O aparelho de medição deve estar corretamente calibrado.

O diagnóstico da doença Hipertensão Arterial é realizado somente pelo médico, e são necessárias pelo menos duas aferições feitas em momentos diferentes.

Como prevenir?
• Manter o peso ideal
• Escolher alimentos saudáveis.
• Reduzir o sal da dieta. O ideal seria menos de 01 colher de chá por dia. Não usar saleiro durante as refeições é uma boa medida.
• Praticar atividades físicas por pelo menos 30 minutos na maioria dos dias.
• Não fumar.
• Ingerir bebidas alcoólicas com moderação.
Como tratar?
O tratamento da Hipertensão Arterial é feito com medicamentos chamados anti-hipertensivos. As atitudes listadas na prevenção são muito importantes para melhorar a resposta ao tratamento.

Referências:
1. V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, 2006.
2. The Seventh Report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure. The JNC 7 Report. JAMA 2003;289(19):2560-72.

Gordura Trans: Veja a ficha completa deste inimigo Nº 1 do coração

Gordura Trans

O que são gorduras trans?
As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

Para que servem as gorduras trans?
As gorduras trans formadas durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.

Esse tipo de gordura faz mal para a saúde?
Sim. O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar:
1) Aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim – LDL-colesterol.
2) Redução dos níveis de colesterol bom – HDL-colesterol.
É importante lembrar que o aumento do colesterol aumenta o risco de arteriosclerose, infarto do coração e derrame cerebral. No caso da gordura trans, além de aumentar o colesterol total e o mal colesterol (LDL), ela reduz o bom colesterol (HDL), o que aumenta ainda mais os riscos e perigos à saúde.

Gordura hidrogenada é o mesmo que gordura trans?
Não. O nome gordura trans vem da ligação química que a gordura apresenta, e ela pode estar presente em produtos industrializados ou produtos in natura, como carnes e leites. A gordura hidrogenada é o tipo específico de gordura trans produzido na indústria.

Quais alimentos são ricos em gordura trans?
A maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados – como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes.

Como é possível controlar o consumo da gordura trans?
A leitura dos rótulos dos alimentos permite verificar quais alimentos são ou não ricos em gorduras trans. A partir disso, é possível fazer escolhas mais saudáveis, dando preferência àqueles que tenham menor teor dessas gorduras, ou que não as contenham. As indústrias têm até julho de 2006 para adequarem os rótulos de seus produtos.

Como deve ser declarado o valor de gorduras trans nos rótulos dos alimentos?
O valor deve ser declarado em gramas presentes por porção do alimento, conforme tabela. A porcentagem do Valor Diário de ingestão (%VD) de gorduras trans não é declarada porque não existe requerimento para a ingestão destas gorduras. Ou seja, não existe um valor que deva ser ingerido diariamente. A recomendação é que seja consumido o mínimo possível.

Como posso saber se o alimento é rico em gordura trans?
Para saber se o alimento é rico em gordura trans basta olhar a quantidade por porção dessa substância. Não se deve consumir mais de 2 gramas de gordura trans por dia.
É importante também verificar a lista de ingredientes do alimento. Através dela é possível identificar a adição de gorduras hidrogenadas durante o processo de fabricação do alimento.

Pode ser utilizado o claim (alegação)”livre de gorduras trans” nos rótulos dos alimentos?
Sim, desde que o alimento pronto para consumo atenda às seguintes condições: – máximo de 0,2g de gorduras trans por porção; e – máximo de 2g de gorduras saturadas por porção. Os termos permitidos para fazer este claim são: “não contém…”, “livre…”, “zero…”, “sem…”, “isento de…” ou outros termos permitidos para o atributo “Não contém” da Portaria SVS nº 27/98. Não podem ser utilizados outros atributos para gordura trans.

Fonte: Anvisa

Risco cardiovascular: Faça o seu cálculo aqui!

Esta ferramenta gratuita de cálculo de risco cardiovascular foi desenvolvida pelos estudos de Framinghan para estimar o risco de desenvolver graves doenças coronarianas (Infarto do Coração e Obstrução Coronariana) pelos próximos 10 anos. Esta ferramenta foi desenhada para estimar o risco cardiovascular em adultos maiores de 20 anos, que não tenham doenças do coração ou diabetes.

Utilize o link abaixo para estimar o seu risco de desenvolver doenças coronarianas graves pelos próximos 10 anos:

Clique aqui e calcule o seu risco! Caso tenha dúvidas com relação aos termos em inglês, veja a tradução abaixo:

Age = Idade / Years = Anos

Gender = Gênero ou Sexo / Female = Feminino / Male = Masculino

Total Cholesterol = Colesterol Total

HDL Cholesterol = Colesterol HDL (O HDL também é chamado de “Bom” colesterol)

Smoker = Fumante /No = Não /Yes = Sim

Systolic Blood Pressure = Pressão Arterial Sistólica (é a pressão “máxima” na linguagem popular – Exemplo: pressão de “14/9” significa que a pressão sistólica é 140 (máxima) e a pressão diastólica (mínima) é de 90. Na verdade, o termo correto é dizer que a pressão arterial é de 140/90mmHg (mmHg = milímetros de mercúrio), e não 14/9. Neste exemplo, devo colocar 140 para fazer o cálculo, e não 14.

Currently on any medication to treat high blood pressure = Atualmente você utiliza alguma medicação para tratar a hipertensão arterial ou “pressão alta”? / No = Não / Yes = Sim

Calculate 10-year risk = Calcule seu risco em 10 anos (apertando esta tecla, o cálculo do risco será feito automaticamente)

Depois que for feito o cálculo, poderemos ter os seguintes novos termos em inglês:

Risck Score = Valor do Risco

Less than = Menor que

Greater than = Maior que

Observações:

Para ser considerado fumante, basta ter fumado pelo menos um cigarro no mês passado.

Com relação ao colesterol total e HDL, o ideal é que o valor a ser calculado fosse uma média dos dois últimos resultados obtidos.

O valor da pressão arterial sistólica a ser calculado é aquele obtido no momento do cálculo, mesmo que a pessoa esteja utilizando medicação anti-hipertensiva (remédios para baixar a pressão).

Dúvidas ou sugestões? Deixem aqui seus comentários.

Dr. Henrique Braga
www.neurologistadf.com