Tudo sobre proteinas

Tudo sobre proteinas

Proteínas e seu papel da dieta estão sempre em evidência, seja para perder ou ganhar peso. Aqui estão reunidas informações atualizadas para descobrir onde estão as melhores fontes de proteínas e como utilizá-las em uma dieta saudável.

O que são proteinas?

Conceito: Proteínas são moléculas formadas por imensas cadeias de aminoácidos.  Existem 20 tipos de aminoácidos diferentes, sendo que o ser humano é capaz de produzir 10 tipos, os outros restantes devem ser obtidos a partir da dieta (chamados aminoácidos essenciais). Se a dieta não oferecer a quantidade suficiente de aminoácidos essenciais, o corpo entra em processo de degradação de proteínas.

Proteínas são encontradas em todo corpo – músculos, ossos, pele, cabelo e virtualmente qualquer órgão ou tecido.

As proteínas participam do funcionamento do corpo basicamente de duas formas:

  • Como componentes estruturais: formando estruturas como ossos, músculo e pele.
  • Como componentes funcionais: como enzimas que catalisam as reações químicas do organismo.

Metabolismo e digestão das proteínas:

O sistema digestivo lida com todas as proteínas basicamente da mesma maneira: quebrando-as em moléculas simples, ou seja, em aminoácidos, para que possam ser absorvidas através da mucosa digestiva até a corrente sanguínea.

Uma vez na corrente sanguínea, o aminoácido é absorvido pelas células do corpo, onde irão fazer parte de estruturas, enzimas ou até mesmo serem convertidos em energia (açúcar ou gordura) se estiverem em excesso.

As proteínas e a dieta:

Proteínas não são todas iguais. Algumas proteínas contêm todos os aminoácidos essenciais ao metabolismo. Este tipo é chamado de proteína completa. Proteínas de origem animal tendem a ser completas.

Indivíduos vegetarianos devem observar este quesito, procurando ingerir uma variedade maior de alimentos para compor todos os aminoácidos, visto que as proteínas de origem vegetal tendem a ser incompletas.

Proteínas de origem animal e vegetal provavelmente têm o mesmo efeito na saúde, desde que forneçam as quantidades de aminoácidos essenciais necessárias.

Estudos provaram que dietas ricas em proteínas e pobre em carboidratos são mais eficientes para perder peso, pelo menos em curto prazo.

Isto pode acontecer por 03 motivos:

  • Peixes, aves, feijão e carnes lentificam o movimento da comida entre o estômago e os intestinos, aumentando a saciedade.
  • Proteínas não provocam elevações e quedas repentinas na glicose sanguínea.
  • O corpo gasta mais energia para digerir as proteínas.

Ainda assim, não existem estudos mostrando a segurança ou eficácia destas dietas em longo prazo.

Fontes alimentares de proteinas:

O mais importante é prestar atenção no que vem acompanhando as proteínas em cada fonte. Por exemplo, uma picanha suculenta fornece em torno 38 gramas de proteína, que vem acompanhada de 44 gramas de gordura, 16 delas saturadas, ou seja, gorduras ruins que prejudicam o organismo em vários aspectos.

A mesma quantidade de sardinha fornece 34 gramas de proteína, que vem acompanhada de 18 gramas de gordura, 04 delas saturada. Um concha de feijão tem 18 gramas de proteína, porém menos de 1 grama de gordura.

Diante disto, fontes vegetais de proteínas são excelentes escolhas, tais como feijão, soja, ervilha, castanhas, nozes, grãos e cereais inteiros.

As melhores fontes animais de proteínas são os peixes, seguido das aves.

O uso de carnes vermelhas deve ser feito com moderação. E o uso de carnes processadas e embutidas (salsicha, presunto, bacon) deve ser evitado para diminuir o risco de câncer de cólon.

Proteínas e o coração

Dietas ricas em proteínas, como a dieta do Atkins, foram apontadas como prejudiciais ao coração.

Mas na verdade, os estudos mostraram que o que importa é a gordura que acompanha as proteínas: mulheres que faziam dieta rica em proteínas de origem vegetal (com gorduras boas) e pobre em carboidratos tiveram uma redução de 30% na chance de doença cardiovascular.

Proteínas e diabetes

Pesquisas mostraram que mulheres que faziam dieta rica em proteínas de origem vegetal (com gorduras boas) e pobre em carboidratos tiveram uma redução mesmo que pequena na chance de desenvolver diabetes tipo 2.

Proteínas e câncer

Não existem evidências suficientes de que dietas ricas ou pobres em proteínas influenciam o risco de câncer.

Mas existem muitas evidências de que dietas com excesso de carne vermelha estão associadas a risco aumentado de câncer de intestino, assim como o uso de carnes embutidas e processadas.

Fonte: Banco de Saúde – Proteínas

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Incidência de Câncer no Brasil – Estimativa 2008 – INCA

A vigilância é um dos componentes fundamentais para o planejamento e monitoramento da efetividade de programas de controle de câncer bem como a avaliação de seu desempenho. Um sistema de vigilância estruturado fornece informações sobre a magnitude e o impacto do câncer, como também sobre o efeito das medidas de prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados paliativos. Os registros de câncer (de base populacional e hospitalares) são parte deste sistema de vigilância.Para o estabelecimento de medidas efetivas de controle do câncer fazem-se necessárias informações de qualidade sobre sua distribuição de incidência e mortalidade, o que possibilita melhor compreensão sobre a doença e seus determinantes; formulação de hipóteses causais; avaliação dos avanços tecnológicos aplicados à prevenção e tratamento, bem como a efetividade da atenção à saúde. As informações sobre mortalidade por câncer, de abrangência nacional, têm sido amplamente utilizadas como alternativa viável frente à realidade das informações sobre incidência não serem representativas do país. No entanto, esta estratégia se mostra pouco capaz de permitir a real compreensão da magnitude do problema uma vez que existem diferenças importantes, entre os vários tipos de câncer, em função da letalidade e da sobrevida. Para os tumores de maior letalidade a mortalidade permite uma aproximação do que seria a incidência, o que não acontece com aqueles de melhor prognóstico como é o caso dos tumores de mama feminina e próstata. Em 2005, de um total de 58 milhões de mortes ocorridas no mundo, o câncer foi responsável por 7,6 milhões, o que representou 13% de todas as mortes. Os principais tipos de câncer com maior mortalidade foram: pulmão (1,3 milhão); estômago (cerca de 1 milhão); fígado (662 mil); cólon (655 mil); e, mama (502 mil). Do total de óbitos por câncer ocorridos em 2005, mais de 70% ocorreram em países de média ou baixa renda (WHO, 2006). Estima-se que em 2020 o número de casos novos anuais seja da ordem de 15 milhões. Cerca de 60% destes novos casos ocorrerão em países em desenvolvimento. É também conhecido que pelo menos um terço dos casos novos de câncer que ocorrem anualmente no mundo poderiam ser prevenidos. Parkin e colaboradores (2001) estimaram para o ano de 2000 que o número de casos novos de câncer em todo o mundo seria maior que 10 milhões. Os tumores de pulmão (902 mil casos novos) e próstata (543 mil) seriam os mais freqüentes no sexo masculino, enquanto que no sexo feminino as maiores ocorrências seriam os tumores de mama (1 milhão de casos novos) e de colo do útero (471 mil).

No Brasil, as estimativas para o ano de 2008 e válidas também para o ano de 2009, apontam que ocorrerão 466.730 casos novos de câncer. Os tipos mais incidentes, à exceção do câncer de pele do tipo não melanoma, serão os cânceres de próstata e de pulmão no sexo masculino e os cânceres de mama e de colo do útero no sexo feminino, acompanhando o mesmo perfil da magnitude observada no mundo.

Em 2008 são esperados 231.860 casos novos para o sexo masculino e 234.870 para sexo feminino. Estima-se que o câncer de pele do tipo não melanoma (115 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata (49 mil), mama feminina (49 mil), pulmão (27 mil), cólon e reto (27 mil), estômago (22 mil) e colo do útero (19 mil) (Figura 1).

Os tumores mais incidentes para o sexo masculino, (Tabela 4) serão devidos ao câncer de pele não melanoma (56 mil casos novos), próstata (49 mil), pulmão (18 mil), estômago (14 mil) e cólon e reto (12 mil). Para o sexo feminino (Tabela 5), destacam-se os tumores de pele não melanoma (59 mil casos novos), mama (49 mil), colo do útero (19 mil), cólon e reto (14 mil) e pulmão (9 mil).

A distribuição dos casos novos de câncer segundo localização primária é bem heterogênea entre estados e capitais do país; o que fica bem evidenciado ao observar-se a representação espacial das diferentes taxas brutas de incidência. As regiões Sul e Sudeste, de uma maneira geral, apresentam as maiores taxas, enquanto que as regiões Norte e Nordeste mostram as menores taxas. As taxas da região Centro-Oeste apresentam um padrão intermediário.

Diante deste cenário fica clara a necessidade de continuidade em investimentos no desenvolvimento de ações abrangentes para o controle do câncer, nos diferentes níveis de atuação, como: na promoção da saúde, na detecção precoce, na assistência aos pacientes, na vigilância, na formação de recursos humanos, na comunicação e mobilização social, na pesquisa e na gestão do SUS.

A publicação “Estimativa 2008: Incidência de Câncer no Brasil”, agora com atualização bienal, conserva seu objetivo de subsidiar gestores e planejadores na área da saúde com informações atualizadas sobre o número de casos novos esperados de câncer. Agradecemos a todos os Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) com informações consolidadas que contribuíram para que esta análise se concretizasse e fosse conquistado o desejável acréscimo de qualidade e atualidade das informações.

Fonte: INCA

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Câncer

Saiba como o estilo de vida pode tornar-se a principal arma para combater o câncer.

Resumo

 

O Fundo Mundial de Pesquisa sobre Câncer (World Cancer Research Fund – WCRF UK) publicou em novembro de 2007 o maior e mais abrangente relatório sobre prevenção de câncer de todos os tempos.

 

O relatório levou 06 anos para ser produzido e avaliou pesquisas sobre prenvenção do câncer inicialmente em 500.000 estudos que foram condensados em 7.000 estudos e pesquisas com relevância suficiente para fazer parte do relatório.

 

Devido ao trabalho minucioso, as pessoas em todo mundo podem se beneficiar com seus achados, pois tratam-se das informações mais confiáveis e abrangentes disponíveis em prevenção de câncer.

 

O WCRF UK desenvolveu uma lista de recomendações que resumidas que a melhor forma de prevenção contra o câncer é adotar hábitos de vidas saudáveis.

 

Artigo

 

O Fundo Mundial de Pesquisa sobre Câncer (World Cancer Research Fund – WCRF UK) publicou em novembro de 2007 o maior e mais abrangente relatório sobre prevenção de câncer de todos os tempos.

 

O relatório levou 06 anos para ser produzido e avaliou pesquisas sobre prenvenção do câncer inicialmente em 500.000 estudos que foram condensados em 7.000 estudos e pesquisas com relevância suficiente para fazer parte do relatório. O estudo foi conduzido em 09 universidades diferentes e analisados por um painel de 21 especialistas de todo o mundo.

 

Devido ao trabalho minucioso, as pessoas em todo mundo podem se beneficiar com seus achados, pois tratam-se das informações mais confiáveis e abrangentes disponíveis em prevenção de câncer.

 

O WCRF UK desenvolveu uma lista de 10 recomendações baseadas nas conclusões do relatório de que determinadas escolhas de alimentação e estilo de vida afetam o desenvolvimento de câncer.

11 Recomendações para Prevenir o Câncer

Balanca1. Permaneça magro, sem ficar abaixo do peso.

Evidências convicentes mostraram que o ganho de peso e obesidade aumentam o risco de vários tipos de cânceres, incluindo câncer de intestino e de mama.

 

Mantenha um peso saudável, (IMC entre 18.5 e 24.9). Calcule seu IMC dividindo o Peso (em Kg) pela Altura ao quadrado (em m).

Exercicios2. Seja fisicamente ativo, por pelo menos 30 minutos ao dia.

Existem fortes evidências de que atividades físicas protegem contra o câncer.

 

Qualquer atividade conta – quanto mais melhor. Procure incluir no seu dia a dia de forma gradual e contínua. Você pode dividir as atividades em períodos durante o dia, se não tiver tempo de praticar os 30 minutos de uma só vez.

Alimentacao ruim3. Evite alimentos de alto valor calórico, limitando o uso de comidas processadas ricas em acúcares e gorduras e de baixo teor de fibras.

Geralmente alimentos muito calóricos, acabam sendo pobres em nutrientes. Estes alimentos aumentam o risco de obesidade, e portanto de câncer. Bebidas ricas em açúcar, tais como refrigerantes e sucos contribuem com o aumento de peso, até mesmo sucos sem açúcar (que não utilizam o bagaço da fruta e portanto desperdiçam as fibras) devem ser ingeridos em menor quantidade.

Vegetais4. Coma mais verduras, frutas, cereais e grãos integrais.

Evidências demonstram que verduaras, frutas e alimentos ricos em fibras (tais como cereais, granolas, feijão, soja, lentilhas, ervilhas) podem proteger contra o câncer.

 

Então procure incluir estes alimentos em cada uma de suas refeições durante o dia. De pouco em pouco você estará garantindo sua proteção contar o câncer.

Carne vermelha5. Modere o consumo de carnes vermelhas e evite carnes processadas e embutidos.

Existem fortes evidências de que carnes vermelhas e embutidos (bancon, salsicha, presunto) aumentam o risco de cancer.

 

Por isto procure moderar a quantidade de carne vermelha para até 500g por semana. Já quanto aos embutidos, o ideal seria evitar.

Bebidas alcoolicas6. Se for consumir bebidas alcólicas, procure limitar para até 02 doses para o homem e 01 dose para mulher por dia.

Desde de 1997 relatórios mostram que o álcool aumentam a chance de desenvolver câncer. Qualquer quantidade de álcool pode aumentar este risco. No entanto, algumas evidências sugerem que o consumo de pequenas quantidades podem ajudar a prevenir doenças cardiovasculares. Então, se escolher consumir bebidas alcóolicas, faça com moderação.

Sal7. Limite o consumo de sal e de comidas industrializadas com sal.

Evidências mostram que o sal pode causar câncer de estômago.

 

Procure utilizar temperos naturais, tais como pimentas e ervas. Também é importante observar o conteúdo de sal (NaCl ou Cloreto de Sódio) de alimentos industrializados, basta procurar nas informações nutricionais do rótulo.

Pilulas8. Não use suplementos para se proteger contra o câncer.

Pesquisas mostram que suplementos em altas doses podem aumentar o risco de câncer, então é melhor optar por uma dieta balanceada.

 

No entanto, suplementos vitamínicos que contenham quantidades compatíveis com as necessidades diárias, sem extrapolá-las, podem ser benéficos.

 

É importante salientar que algumas populações especiais ou indivíduos podem necessitar de suplementação, que deve ser feita sob orientação médica.

Amamentacao9. Amamentação exclusiva até 06 meses de vida do bebê é o melhor para as mães.

Fortes evidências apontam que a amamentação confere proteção para a mãe contra o câncer de mama e proteção contra a obesidade para o bebê.

Recomendacoes10. Após o tratamento, os pacientes devem seguir as recomendações para a prevenção do cancer.

O relatório encontrou evidências crescentes de que um estilo de vida saudável pode auxiliar na redução do risco de recorrência do câncer.

11. Não fume. Se estiver fumando procure um tratamento médico para interrupção do tabagismo. Se você não fuma, então não comece!

Referências:

1. Expert Report of World Cancer Research Fund

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Dr. José Hamilton

Promovida Gestão de Saúde

Assinatura

10 Dicas para se proteger do Câncer

Todo ano, no dia 27 de Novembro, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) lança uma campanha para prevenção e detecção precoce no combate ao câncer.

Esta campanha tem como prioridade o combate ao tabagismo, fornecer dicas para uma alimentação mais saudável e dar recomendações para prática de atividades físicas e uso racional de bebidas alcoólicas. Além de alertar para a proteção da pele à exposição de raios solares e manter uma boa higiene bucal. Todas atividades preventivas.

Com relação às atividades de detecção precoce do câncer, existem exames práticos para avaliação da próstata, mamas, útero e intestino.

Sabemos que a prevenção de doenças é um fator fundamental para se ter uma boa qualidade de vida. Para prevenir é preciso ter consciência do que está se fazendo. Diante disto, o INCA lançou uma cartilha explicativa para a prevenção e detecção precoce do câncer, que está disponível no link em anexo. http://www.inca.gov.br/eventos/dncc/2006/10dicas.PDF

Esta atitude de promoção de saúde do INCA é muito louvável. Estão de parabéns! Um grande exemplo a ser seguido por todos nós.

Dr. Henrique Braga
Promovida Gestão de Saúde e Produtividade