Usuários do Prexige serão reembolsados

Os usuários do remédio Prexige de 100mg e 400mg poderão obter seu dinheiro de volta a partir de hoje.

Inicialmente o laboratório Novartis, responsável pelo remédio Prexige, havia prometido reembolsar apenas os pacientes que usaram a versão de 100mg do medicamento, mas recentemente ele informou que os usuários da versão de 400mg também poderão ter seu dinheiro de volta.

Quem possuir a caixa de uma das duas variantes do medicamento com pelo menos um comprimido intacto na cartela poderá receber seu dinheiro de volta em qualquer farmácia. É importante lembrar que a apresentação da nota fiscal não é obrigatória.

Os estabelecimentos que forem flagrados vendendo o medicamento estão sujeitos a pagar multa. Quem está fazendo a fiscalização em todas as farmácias do país é a Fundação de proteção e defesa do consumidor (Procon).

A Fundação pede que qualquer pessoa que veja alguma farmácia comercializando o medicamento entre em contato imediatamente com o Procon responsável pela cidade em que vive.

Segundo a Anvisa, o cancelamento do registro do Prexige aconteceu devido aos vários casos de pacientes que foram tratados com esse medicamento e tiveram reações adversas a ele.

Os problemas de saúde relacionados ao uso da medicação foram principalmente gastrointestinais e no fígado. Por isso é de fundamental importância que todas as pessoas que já usaram o Prexige procurem orientação médica.

Fonte: Banco de Saúde

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ANVISA lança novas normas para maternidades

Novas regras prometem dar mais conforto para gestantes na hora do parto normal.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) lançou no último dia 22 de julho novas normas para maternidades e outros serviços de atendimento obstétrico e neonatal. O objetivo principal das mudanças é, além de dar mais conforto para as pacientes, incentivar o parto normal humanizado.

Para que isso possa ser realizado, hospitais de todo o país terão que passar por reformas. A partir de dezembro, as gestantes que escolherem terem seus filhos naturalmente vão poder usufruir de um quarto específico para o procedimento. Além disso, terão direito a um banheiro particular e poderão escolher uma pessoa para participar de todas as etapas do parto. Será obrigatório o uso de camas flexíveis pela paciente e uma estrutura hospitalar que permita que a mãe nunca se afaste do filho.

Apesar de o parto cirúrgico aumentar o risco de morte e infecção para a mãe e o bebê, 43% das gestantes no Brasil optam pela cesárea. Isso acontece porque muitos médicos preferem fazer a cirurgia, e como as mães costumam escutá-los, a cesárea tem sido a primeira opção de muitas mulheres.

Segundo pesquisa feita recentemente, quase não houve redução do número de cesáreas feitas no Brasil nos últimos 10 anos. É devido a essa tradição brasileira, de optar pelo parto cirúrgico, que as mudanças nas maternidades devem ser tanto estrutural como cultural.

É preciso que as mulheres tenham informação quando forem escolher o método pelo qual querem ter seus bebês. Por isso, é necessário que o pré-natal esteja vinculado ao parto e que o início do aleitamento seja imediato.

Os recursos para as reformas já estão sendo repassados aos municípios. Quanto à fiscalização, ela será feita pelas vigilâncias sanitárias municipais e estaduais, mas serão coordenadas em nível nacional.

Anvisa proíbe a venda do medicamento Prexige

O anti-inflamatório Prexige, usado para tratamento de osteoartrite e cólica menstrual, foi proibido no Brasil.

A Anvisa decidiu que a partir de amanhã está vedada a comercialização do antiinflamatório Prexige (Lumiracoxibe) de 100 mg, e está suspensa por 90 dias a venda do Prexige de 400 mg. Acredita-se que o remédio cause reações adversas como problemas gastrointestinais, alergias e danos nas funções hepáticas do paciente.

O Prexige já foi vendido em 35 países, mas hoje apenas 6 comercializam a medicação. Desde 2005 ele se encontra nas farmácias brasileiras, mas apenas em agosto de 2007, quando a agência reguladora da Austrália – Therapeutic Goods Administration (TGA) – cancelou o registro do remédio no país, que a Anvisa começou a monitorar as ocorrências de reações adversas ligadas ao consumo da droga.

Considerando que o maior uso da medicação no Brasil é o do Prexige de 400 mg e que na Austrália é o Prexige de 200 mg, a Anvisa decidiu acompanhar  a droga para avaliar se o risco-benefício era ou não favorável ao paciente. Ao constatar o aumento no número de reações hepáticas relacionadas ao uso da medicação, a Agência decidiu cancelar o registro do remédio.

Hoje existem 34 pessoas que estão em estado grave devido ao uso do Prexige. As notificações de reações ligadas à droga, de julho de 2005 a abril de 2008, são de 3585 casos, 1013 deles são considerados graves e 1265 foram registrados no Brasil.

Recomenda-se que as pessoas que consumiam o Prexige ou aqueles que já utilizaram o remédio consultem seus médicos.

O laboratório Novartis, responsável pela droga, terá que provar à Anvisa que está recolhendo o remédio do mercado. Nenhum estabelecimento está autorizado a comercializar a droga, e quem desrespeitar a determinação da Anvisa poderá pagar multa de até 1,5 milhões de reais.

Amendoim: Anvisa interdita lotes com presença de aflatoxina

Por precaução e proteção da saúde da população, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (7), a interdição cautelar de dois lotes de amendoim das marcas De Rocinha e Moinho Brasília. A decisão da Agência está fundamentada em laudos da Fundação Ezequiel Dias (Funed), que detectou a presença de teores de aflatoxinas superiores aos permitidos pela legislação sanitária, no produto.

Os lotes de amendoim interditados não podem ser comercializados e nem devem estar acessíveis à população nos pontos de venda. Conforme procedimentos normativos, os lotes ficarão interditados por até 90 dias.

De acordo com a lei 6437/1977, as infrações sanitárias são apuradas em processo administrativo próprio, iniciado com a lavratura de auto de infração, observados o rito e prazos estabelecidos nesta lei. Caso sejam comprovadas as irregularidades, as empresas envolvidas estarão sujeitas às sanções legais, inclusive multa que pode chegar a R$ 1,5 milhão.

Aflatoxina

As aflatoxinas são um grupo de microtoxinas produzidas por determinadas espécies do fungo Aspergillus. Esse fungo pode ser encontrado nas culturas de amendoim, milho, sorgo, cevada, arroz, castanha e cereais em geral.

A ingestão de aflatoxinas pode causar problemas como cirrose hepática, necrose aguda, entre outros.Os limites admissíveis desta substância no amendoim são estabelecidos pela RDC 274/2002 da Anvisa.

Orientação

As informações sobre o lote e o prazo de validade do amendoim constam do rótulo do produto. O consumidor que tiver adquirido o amendoim cujo lote está interditado não deve, por precaução, consumir o produto.

Em caso de sintomas inesperados, o consumidor deve procurar orientação médica. Mais informações pode ser obtidas por meio da Ouvidoria da Anvisa, pelo e-mail: ouvidoria@anvisa.gov.br.

Fonte: Anvisa

Anvisa cria Disque-Intoxicação 0800-722-6001

A população e os profissionais de saúde contam agora com um 0800 para tirar dúvidas e fazer denúncias relacionadas a intoxicações. A Anvisa criou o Disque-Intoxicação, que atende pelo número 0800-722-6001. A ligação é gratuita e o usuário é atendido por uma das 36 unidades da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat).

A Renaciat é uma rede coordenada pela Anvisa, criada em 2005 pela resolução RDC 19. É composta por 36 Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciats), espalhados em 19 estados brasileiros. Os Ciats funcionam em hospitais universitários, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e fundações. Há estados que ainda estão em processo de abertura dos centros, como Amapá, Acre, Maranhão e Tocantins.

Quando o usuário utiliza o 0800, sua ligação é transferida para o Ciat mais próximo da região de onde a chamada foi originada. Os 36 centros estão preparados para receber ligações de longa distância, 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano.

Gerando respostas rápidas, o 0800 presta esclarecimentos à população e auxilia os profissionais de saúde a prestarem os primeiros socorros e a prescreverem o tratamento terapêutico adequado para cada tipo de substância tóxica. Em alguns casos, o atendimento pode ser presencial.

“Os serviços prestados por esses centros salvam vidas. Queremos que, com o Disque-Intoxicação, o profissional de saúde, na emergência, ao procurar um Ciat para saber como proceder com um paciente intoxicado, seja atendido e orientado. Isso servirá também para uma pessoa leiga que necessite buscar informações sobre algum tipo de intoxicação”, ressalta o coordenador da Renaciat e médico sanitarista da Gerência-Geral de Toxicologia da Anvisa, Jorge Sayde.

O número do 0800 será informado em rótulos e bulas dos produtos regulados pela Agência e em avisos indicativos em hospitais, laboratórios e clínicas.

Renaciat

Com uma rede de informação sistematizada, é possível delinear um mapa da situação do país no que diz respeito à intoxicação. Os profissionais nos Ciats documentam todos os atendimentos prestados à população e encaminham as fichas para um banco de notificações. Assim, as informações coletadas chegam mais rapidamente à Anvisa e ao Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox).

“A Agência precisa saber se existem casos de intoxicação com produtos registrados aqui. Não dá para receber essa informação dois ou três anos depois de quando aconteceu o problema. Hoje, o nosso sistema de vigilância epidemiológica está muito aquém do que necessitamos, especialmente no que se refere à intoxicação. Não há obrigatoriedade para o profissional de saúde, principalmente o médico, fazer e encaminhar as notificações à Anvisa. Em nossos centros, essa prática faz parte da rotina dos técnicos”, explica Jorge Sayde.

Para a toxicologia, é fundamental saber se em determinado mês foi registrado número expressivo e recorrente de intoxicação por um mesmo produto. Informações como essa permitem que empresas sejam contatadas pela Anvisa para rediscutir responsabilidades e reavaliar a segurança de seus produtos.

Para dar mais agilidade ao serviço, os Ciats estão sendo reestruturados com equipamentos de informática de última geração e cadastrados junto ao sistema de notificação integrada, o Notivisa. O objetivo é transformá-los em fonte para o novo sistema informatizado de notificação e investigação de efeitos adversos causados por produtos submetidos à Vigilância Sanitária e queixas técnicas, que está sendo desenvolvido pela Agência.

Fonte: ANVISA – Disque-Intoxicação

Medicamentos Genéricos – ANVISA

Medicamentos Genericos

Na embalagem dos genéricos deve estar escrito “Medicamento Genérico” dentro de uma tarja amarela. Além disso, deve constar a Lei nº 9.787/99. Como os genéricos não têm marca, o que você lê na embalagem é o princípio ativo do medicamento. Fique de olho!

E não esqueça de perguntar ao seu médico se existe um medicamento genérico equivalente ao seu. Caso exista, peça a inclusão na receita.

Mais informações sobre medicamentos genericos no site da ANVISA: Clique aqui!

Brasil cria sistema de controle para produção de embriões in vitro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (13), no Diário Oficial da União, uma resolução que institui a criação do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio). De acordo com comunicado do órgão, o sistema tornará possível saber quantos embriões humanos produzidos no país com a fertilização in vitro já foram utilizados e quantos continuam disponíveis. Também permitirá o controle da quantidade de embriões usados em pesquisas científicas ou terapias.

Com a criação do SisEmbrio, as 120 clínicas de reprodução existentes no país passarão a informar, por meio eletrônico, a quantidade de embriões congelados a cada ano e também quantos deles foram doados.

Conforme estabelece a resolução da Anvisa, as clínicas terão 60 dias para informar o número de embriões produzidos até 31 de dezembro de 2007, e que não foram utilizados. Os dados referentes a embriões produzidos após esta data deverão ser atualizados uma vez por ano.

Atualmente a constitucionalidade das pesquisas feitas com células embrionárias está para ser decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).