Novo tratamento para o Derrame Cerebral proporciona melhor qualidade de vida para o paciente e redução de custos para o Governo

Um Derrame ocorre quando há um bloqueio ao suprimento de sangue ao cérebro ou quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe, causando danos em parte do cérebro em questão.

Na falta do fluxo sanguíneo, o Derrame é cientificamente chamado de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI). Quando há o rompimento de um vaso sanguíneo cerebral, o Derrame é chamado de Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH).

No Brasil, a última fonte de pesquisa feita pelo DATASUS (2003), já apontava o Derrame como sendo a principal causa de morte entre a população brasileira (51 mortes por 100.000 habitantes), estando na frente do Infarto do Coração e de mortes por Agressões Externas. Em várias regiões e cidades do país, o Derrame também é a principal causa de morte, incluindo a Região Centro-Oeste (43,2 mortes por 100.000 habitantes) e o Distrito Federal (36,6 mortes por 100.000 habitantes).

Considerando que a população Brasileira tem hoje cerca de 186 milhões de habitantes (Fonte: IBGE – Estimativa para 2006), calcula-se que haja cerca de 95.000 mortes por Derrame/Ano em todo o Brasil.

Dentre os sobreviventes, o Derrame pode causar grande incapacidade, incluindo paralisias, bem como alterações da fala e transtornos emocionais. Estima-se que o índice de Depressão seja 40% entre os pacientes que tiveram Derrame.

Novos tratamento já estão disponíveis e podem reduzir os danos causados pelo Derrame para alguns pacientes. Mas estes tratamentos precisam ser dados o mais breve possível após o início dos sintomas.

De um modo geral, o Derrame isquêmico (AVCI) corresponde a aproximadamente 85% dos casos de Derrame, enquanto o Derrame hemorrágico (AVCH) corresponde aos demais 15%. Sabemos que a incidência de Derrame varia em torno de 100 a 300 casos por 100.000 habitantes por ano, a depender do país de origem e das características de sua população. Só nos Estados Unidos, são cerca de 700.000 casos novos de Derrame por ano, tendo uma mortalidade que chega a ser 10% de todas as causas de morte constatadas. Diante disto, percebe-se a grande importância no tratamento e cuidados dispensados aos pacientes com derrame.

No caso do Derrame hemorrágico (AVCH), os cuidados são voltados à monitorização adequada em UTI dos sinais vitais e outros parâmetros relacionados especificamente à monitorização do cérebro, realização de exames laboratoriais de rotina, bem como radiológicos (Tomografia e / ou Ressonância). Muitas vezes o paciente necessita de um procedimento Neurocirúrgico para drenagem do hematoma causado pelo sangramento cerebral. Neste tipo de derrame, os avanços ocorreram principalmente para o tratamento daqueles casos onde há ruptura de um aneurisma, onde através de técnicas de Neurorradiologia Intervencionista, há a possibilidade de tratar esse aneurisma através de um cateterismo arterial com dispositivos apropriados sem a necessidade de uma cirurgia.

Já o Derrame isquêmico (AVCI), que responde pela grande maioria dos casos, necessita também de todos os cuidados citados acima. Mas até a 10 anos atrás, não havia um tratamento apropriado que pudesse reduzir as seqüelas causadas pelo Derrame. A evolução natural do Derrame isquêmico mudou quando após grandes estudos populacionais, constatou-se o uso seguro e eficaz de uma medicação que fosse capaz de dissolver o coágulo que entope e obstrui os vasos sanguíneos cerebrais. Trata-se de uma medicação Trombolítica (que dissolve ou quebra o trombo), estando disponível sobre a forma de r-TPA (Ativador do Plasminogênio Tecidual Recombinante), que é a mesma medicação empregada no tratamento do infarto do coração. O FoodandDrugsAdministration (FDA) dos Estados Unidos (similar à ANVISA no Brasil), aprovou o uso desta nova medicação em junho de 1996. A partir daí, a Academia Americana de Neurologia em cooperação com a Associação Americana do Coração, desenvolveram protocolos minuciosamente trabalhados para o uso seguro e eficaz desta substância. No Brasil, este protocolo foi oficializado em 2002 pela Sociedade Brasileira de Doenças Cérebro Vasculares.

Após o uso do r-TPA, cerca de 30% dos pacientes tiveram uma melhora muito boa de sua incapacidade inicial ao final de 3 meses após o derrame. Há um risco maior de hemorragia (4 a 6% dos casos), mas é um risco calculado e que não produziu aumento da mortalidade em 3 meses, comparando com aqueles pacientes que não fizeram uso do Trombolítico.

Após 10 anos do início desta nova terapia, estima-se que apenas 2% de todos os pacientes que têm derrame fazem uso desta nova medicação. Isto se deve em virtude que o uso do r-TPA via intravenosa só pode ser feito até um limite de 3h após o inícios dos sintomas do Derrame, tendo uma triagem rigorosa para o seu uso, baseado nos protocolos vigentes. Já a via intra-arterial (por cateterismo) pode ser feita em até 6h como recomendação geral. Nos grandes centros onde a população recebe informações adequadas sobre esta questão, cerca de 20% de todos os pacientes com derrame são candidatos ao uso criterioso do Trombolítico. Daí a importância de uma educação continuada em saúde para divulgação desta nova estratégia terapêutica à população.

Analisando o custo-benefício desta medicação, um estudo foi feito mostrando que para cada paciente que faz seu uso, levando em conta a eficácia na redução da incapacidade neurológica, os Estados Unidos (EUA) economizam cerca de 600 dólares, já que tais pacientes irão necessitar de menos cuidados médicos, menos medicação e menor tempo de reabilitação. Se 20% de todos o pacientes que tiveram derrame fossem tratados com essa nova terapia, os EUA economizariam cerca de 74 milhões de dólares por ano.

O uso criterioso desta medicação é comprovadamente seguro e eficaz. Resta agora divulgarmos este avanço da medicina para que um número maior de pacientes de nossa população seja beneficiado.

Veja a matéria completa fazendo o download do “Pôster informativo sobre derrame” no link a seguir: Pôster informativo sobre Derrame (para melhor visualização, utilize o Zoom do PowerPoint)

Dr. Henrique Braga
www.neurologistadf.com

24 Respostas

  1. […] Para ver a matéria na integra, clique aqui… […]

    • Meu pai tem 80 anos no dia 25/11/2009 ele sofreu um avci, paralisou olado direito,o braço mexe muito pouco, a perna nao mexe, o que devo faser para que ele consiga a mexer a perna e voltar a andar, o brigada pela a atençaô grata Aguinalra.

      • Meu pai sofreu um avci,precisa de faser fisilterapia,conseguir pelo sus esta muito dificil, nos nâo temos condiçoes finaceira,meu pai ele è envagelico ha mais de 40 anos da igreja congregaçao cristam no brasil, se algum irmâo o irmâ for fisilterapeutcos e Deus tocar no coraçao, entre em contato com meo email, aguinalra.silva@terra.com.br Deus o abençoe, APZDD.

  2. Meu pai teve um derrame isquemico e foi levado para o hospital em menos de 10 minutos. Não deram esta medicação e o médico justificou que era perigosa e que teria que ser dada após uma hora. Fico pensando se talvez não tivesse no hospital???O fato é que meu pai está sem falar e com o lado direito quase paralizado.

  3. Minha mãe teve um derrame isquemico seguido de hemorragico em maio de 2007 e foi levado para o hospital em menos de 10 minutos. Não deram esta medicação acredito eu que eles nem conheciam minha mãe ficou 15 dias enternada só controlando a pressão e a glicemia que estava muito alta e por fim o médico neurologista indicou o remédio minidipino ela esta com o lado esquerdo quase paralizado faz movimento muito lento da perna o braço atrofiou.
    Será que ela consegue voltar os movimentos do lado esquerdo?

  4. meu pai fez uma cirurgia angioplastia para um aneurisma cerebral apos isso perdeu um pouco da fala dificuldade p escrever andar dor nas pernas falta de ar as vezes ele fumava e bebia muito tem diabete controlada e colesterol. Hoje ele so bebi, o que eu posso fazer para ajudar existe algum tratamento com medicação fisioterapia hidro alguma coisa pra ele se sentir melhor porque ate em depressão ele esta não esta trabalhando mais se aposentou. Me ajude

  5. isso é muito inportante

  6. minha noiva sofreu derrame após um show, a levei em um posto de urgência em um hospital na cidade de bh.

    alertei o médico várias vezes para o fato de ela ter queixado forte dor de cabeça além do fato de ela não estar respondendo aos meus chamados de aperto da minha mão. alertei tb a assistente de saúde do mesmo hospital, solicitando a ela atenção especial pq eu estava percebendo minha noiva mto diferente.

    o médico disse que verificou a “lateralidade” dela e fez uns exames mas nada viu de “importante”.

    resultado final, ela foi tratada com glicose (tratamento para cfoma alcoolico) e perdeu-se as 3 horas de prazo para uso do trombolítio. Quando por fim eu tornei a insistir na falta de melhora da minha noiva, o neurologista veio, mas preferiu não usar o trombolitio.

    isso foi em março de 2010 em um grande hospital de bh que tem e tinha equipes especializadas para o tratamento de um avc isquêmico, no entanto, no serviço de urgência, UM BANDO DE CABEÇA DE BAGRES IMBECIS, TEIMOSOS E ARROGANTES e por conta disso, estamos agora torcendo e promovendo a recuperação dela, que irá acontecer sim, mas infelizmente, sem o apoio deste importante recurso.

    QUEM ESTÁ PRECISANDO DE TREINAMENTO SÃO OS MÉDICOS SOBRETUDO DO SERVIÇO DE URGÊNCIA, PRA APRENDER A FAZER DIAGNOSTICO DIFERENCIAL.

  7. estou a fazer tese demestrado precisamente neste assunto tem literatura que me possa indicar

  8. a avó do mae marido deu avci e não voi transferida para o cti. isso pode acarretar em algo mais grave,como a morte? adorei as informções aqui colocadas

  9. minha esposa teve um avc a 2 anos e cinco meses,ate hoje nao anda ,o medico disse que e so fazer fisio,gostaria de saber se e so isso mesmo,ou se tem algum tratamento espesifico.

  10. Sofri Dois AVCI’s, em 2003 e 2004. Sou Musicista,e era um Grande Saxofonista. Hoje choro na espera de “CURAS”. Ajudem-me

  11. Minha mãe tem 68 anos e teve em Janeiro/2010 um avc hisquêmico.. estamos passando por uma batalha pois não temos condições financeiras para tudo que exige com uma doente nas suas condições, minha mãe pesa aproximadamente 100kg e perdeu a mobilidade do lado esquerdo ela está tomando cerca de 15 remédios para combater as convulsões que houveram após o ocorrido, os médicos afirmam que tem que combater as convulsões para que parem, do contrário o coração pode não aguentar.. mas devido a tantos remédios ela passa o dia sem vontade de fazer fisioterapia, com sono sem ânimo, outro fator que está dificultando muito é a dor que sente na perna quando realmente faz a fisio.. dizem que teria que aplicar uma injeção que diminuiria as dores, ela já foi pedida mas não há retorno algum do estado..Em relação ao seu raciocínio e memorização sempre foram muito bons e mesmo depois do ocorrido continuam perfeitos, até canastra ela joga procuramos fazer exercícios para isso e ela sempre gostou.. me ajude temo pela sua vida, se souber como poderia proceder com este pedido da injeção e o que devo fazer para melhorar suas condições agradeço muito a quem puder ajudar! Fiquem com Deus.. Abraço

  12. Gostaria de saber se o tratamento de acupuntura tem realmente eficácia nos casos de AVC?

  13. Meu pai fez cateterismo e sofreu avc, e o médico fez uma tomografia do cerebro e disse que não deu nenhum problema. Ficou internado por três dias, percebemos então que seu lado direito ficou um pouco paralizado, só que aos poucos estão voltando os movimentos, inclusive a fisioterapeuta disse que sua deficiência é bem simples. Só que percebemos, que desde que ele voltou do hospital, esta muito sonolento, gostaríamos de saber se tem haver com estas complicação que ele teve no procedimento do cateterismo.
    Estamos preocupados, pois ainda não levamos o resultado do cateterismo para o médico dele, pois ainda não ficou pronto.
    Deveriamos leva-lo para algum médico em carater urgente.

    Grata,

    Magda

  14. minha mae acabou de ter um derrame nao conheço muito sobre esta doença ,o medico receitou muitos remedios e fisioterapia ela esta muito sensivel e com fala mansa ela nao come direito so sopa queria ajuda coma posso tratar minha mae adequadamente com alimento

  15. meu pai teve um avc isquemico ficou 17 dias internado, estou tratando somente com banha de jacarè e gergilim, meu pai està tendo uma boa reculperaçao

  16. Minha mãe teve derrame cerebral emorragico,estou desesperada!!!!!

  17. nao se preocupem meu pai também está assim e está na uti.Mas lembrem se o bem é a expressão absoluta do universo,se pedirem com fe e confiarem no senhor da força da vida serão recompensados.A força e o poder da fé inabalavel e da confiança é capaz de realizar os milagres mais impensaveis

  18. minha cunhda deu avc ela nao fala nem anda, alguem tem alguma dica para mim ajudar

  19. meu pai, teve um avc e paralizou o lado direito e tambem atinjiu a fala,porfavou alguem me ajude!!!!!!!!

  20. minha mãe sofreu um avc esquemico e ficou sem andar e sem falar mas agora com+ ou – 15 dias ela ja anda e esta quase falando.depois de muitas orações ela esta bem melhor.nunca perca a esperança pois Deus faz o impossivel

  21. minha mae sofreu avc e ficou com o lado esquerdo parelizado ok eu devo faser par ela voutar os movinento por favor me ajude eu nao si oque faser ela tem 71 anos mande uma orinhetaçao pelo meu emil por favor obrigado si vc puder me orinhetar

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